Preços agrícolas sobem 2,62% na segunda quadrissemana de outubro

São Paulo, 18 - Os preços agrícolas subiram 2,62% na segunda quadrissemana de outubro, com alta de 1,64 ponto percentual em relação à anterior. Os cálculos são do pesquisador Nelson Batista Martin, diretor do Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo. Segundo Martin, o índice de preços recebidos pelos agricultores (IPR) manteve a tendência de alta, em função da elevação dos preços dos produtos vegetais e animais e das cotações internacionais de algumas commodities, como café, suco de laranja e açúcar. O estudo mostra que dos 19 produtos analisados, oito apresentaram aumento no preço (amendoim, batata, café, cana-de-açúcar, feijão, laranja, aves e suíno), enquanto nove tiveram reduções (algodão, banana, cebola, milho, soja, tomate, trigo, boi e ovos). Os preços do arroz e do leite se mantiveram estáveis. O destaque de alta foi o preço do feijão (+42,59%) e a queda mais expressiva ocorreu no preço da cebola (-46,15%). Entre os produtos de origem vegetal, o aumento nos preços de grãos e frutas puxou o preço do grupo em 3,00%, contrapondo a redução das cotações das olerícolas. Já no segmento animal, o aumento nas cotações de aves (frango) e suínos, reforçado pela menor queda no boi e nos ovos, elevou em 1,95% o preço do grupo, a primeira variação positiva nas últimas oito semanas. O resultado foi a alta de 2,62% no índice geral (IPR). Martin observa que o preço do trigo continua em queda, em função do aumento da oferta mundial, com cotações descendentes e a baixa efetividade dos instrumentos de política agrícola do governo federal para o setor. "Assim, os preços recebidos estão muito abaixo do preço mínimo de garantia. Com o câmbio atual e os preços internacionais (US$ 125,00/t na Argentina), inviabilizam-se as exportações do produto."

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