Preços ao consumidor nos EUA registram primeira queda em seis meses

Indicador mostra pressão inflacionária mais fraca, o que deve permitir ao banco central norte-americano manter sua política monetária bastante flexível

Reuters

14 de dezembro de 2012 | 12h43

WASHINGTON - Os preços ao consumidor nos Estados Unidos caíram em novembro pela primeira vez em seis meses, indicando pressão inflacionária mais fraca, o que deve permitir ao Federal Reserve, banco central norte-americano, manter sua política monetária bastante flexível.

O Departamento do Trabalho informou na sexta-feira que seu Índice de Preço ao Consumidor recuou 0,3% no mês passado, uma vez que a forte queda nos preços da gasolina compensaram aumentos em outras áreas. Essa foi também a maior queda desde maio e seguiu-se a um ganho de 0,1% em outubro. 

Economistas consultados pela Reuters esperavam que os preços ao consumidor caíssem 0,2%.

O núcleo dos preços ao consumidor, que exclui preços de alimentos e energia, avançou 0,1% após subir 0,2% em outubro. Embora os preços dos alimentos tenham avançado 0,2% em uma resposta tardia à seca do verão, as pressões de preço permanecem benignas.

O Fed afirmou na quarta-feira que espera manter as taxas de juros perto de zero até que o desemprego caia para ao menos 6,5% e desde que a inflação não ameace superar 2,5% e as expectativas inflacionárias sejam contidas.

No mês passado, os preços da gasolina recuaram 7,4%, a maior queda desde dezembro de 2008, após caírem 0,6%. Isso compensou um ganho de 0,2% nos preços dos alimentos. Os preços da gasolina na bomba caíram 29 centavos em novembro.

Nos 12 meses até novembro, os preços ao consumidor subiram 1,8%, o menor aumento desde agosto. Isso ante uma alta de 2,2% em outubro.

Já o custo de vestuário caiu 0,6% após subir 0,7% em outubro. Os preços de novos veículos motorizados subiram 0,2% após recuarem 0,1% no mês anterior.

(Reportagem de Lucia Mutikani)

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