Tasso Marcelo|Estadão
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Prejuízo da CSN diminui 81% no 3º trimestre e soma R$ 100 milhões

Vendas de aço totalizaram 1,172 milhão de toneladas no período, alta de 2% em relação ao mesmo período do ano passado

Luana Pavani e Carolina Marcondes, Especial para a Agência Estado

14 Novembro 2016 | 08h21

SÃO PAULO - A CSN teve prejuízo líquido de R$ 100 milhões no terceiro trimestre deste ano, uma redução de 81% em relação ao mesmo período de 2015 em que a cifra foi de R$ 533 milhões. Porém, ante o segundo trimestre, quando o resultado havia sido negativo em R$ 43 milhões, houve aumento do prejuízo em 131%.

O prejuízo líquido reportado no terceiro trimestre veio 56% menor do que a expectativa de quatro instituições financeiras consultadas pelo Broadcast (BTG Pactual, Citi, Itaú BBA e Morgan Stanley), que apontava para uma perda de R$ 228 milhões.

No intervalo de julho a setembro a CSN apurou Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) no critério ajustado de R$ 1,239 bilhão, o que representa aumento de 45%, com margem Ebitda ajustada de 26,2%, acima dos 19,9% do terceiro trimestre de 2015 e do indicador de 18,7% do segundo trimestre de 2016.

A receita líquida cresceu 12% para R$ 4,437 bilhões na comparação com o mesmo intervalo do ano passado e 2% ante o trimestre imediatamente anterior, o que a companhia atribui ao desempenho do segmento de mineração.

O investimento da empresa foi de R$ 382 milhões no terceiro trimestre, o que representa uma queda de 52% em relação ao mesmo período de 2015. De acordo com a empresa, R$ 157 milhões foram investidos na unidade de cimentos, R$ 133 milhões em siderurgia, R$ 56 milhões em mineração e R$ 36 milhões em logística.

Vendas. A CSN informou que as vendas de aço totalizaram 1,172 milhão de toneladas no terceiro trimestre de 2016, alta de 2% em relação ao mesmo período do ano passado.De acordo com a companhia, do total vendido no período 62% foi comercializado no mercado interno, 34% para as subsidiárias no exterior e 4% para exportação.

No que se refere ao montante vendido dentro do Brasil, a siderúrgica explica que foram 730 mil toneladas comercializadas, sendo 682 mil toneladas de aços planos e 49 mil toneladas de aços longos.

Já as vendas de minério de ferro somaram 10,230 milhões de toneladas entre julho e setembro, crescimento de 35% ante o terceiro trimestre de 2015. Deste montante, 89% foi destinado à exportação e os 11% restantes, ao mercado interno. Segundo a CSN, o volume de venda de minério de ferro inclui 100% de participação na Namisa até novembro de 2015 e 100% de participação na Congonhas Minérios a partir de dezembro.

"No terceiro trimestre de 2016, o mercado transoceânico de minério de ferro manteve-se influenciado pelos bons fundamentos do segmento siderúrgico na China. As políticas de estímulo à economia adotadas no início do ano continuaram exercendo efeito sobre o mercado imobiliário e sobre os investimentos em obras de infraestrutura, que foram os principais drivers do consumo de aço no país. Por sua vez, a desmobilização de altos fornos ultrapassados reduziu a base de oferta, conferindo maior poder de preço às usinas remanescentes", disse a CSN.

O Custo de Produtos Vendidos (CPV) da siderurgia atingiu R$ 2,3 bilhões, aumento de 4% em relação ao terceiro trimestre de 2015.

Endividamento. A dívida líquida ajustada teve alta de 10% sobre o terceiro trimestre de 2015 mas se manteve estável ante o segundo trimestre deste ano, totalizando R$ 25,842 bilhões. A alavancagem passou para 7,4x a relação dívida líquida sobre Ebitda - maior que a de 6,6x um ano atrás e menor que a de 8,3x do segundo trimestre.

A disponibilidade de caixa ficou em R$ 5,663 bilhões, aumento de 54% em relação ao terceiro trimestre do ano passado e estável em comparação ao segundo trimestre. Tanto a dívida líquida ajustada quanto o caixa ajustado consideram 33,27% da participação na MRS, 60% na Namisa e 50% na CBSI até novembro de 2015. A partir de dezembro de 2015 passaram a considerar 100% da Congonhas Minérios, 37,27% da MRS e 50% da CBSI.

Além disso, a CSN afirma que a exposição cambial no balanço consolidado de 30 de setembro de 2016 foi de US$ 1,826 bilhão. "Devemos destacar que dentro da exposição cambial líquida, está incluído um passivo de US$ 1 bilhão, na linha de Empréstimos e Financiamentos referente ao Bond Perpétuo, que considerando sua característica, não exigirá desembolso para liquidação do principal em futuro previsível", afirmou a empresa.  / COM FERNANDA GUIMARÃES

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