ALAOR FILHO | ESTADÃO
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Prejuízo da CSN no segundo trimestre diminui com queda do dólar

Siderúrgica teve resultado negativo de R$ 43 milhões, montante 93% menor do que o visto no mesmo período do ano passado

Beth Moreira, O Estado de S.Paulo

15 de agosto de 2016 | 20h22

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) registrou prejuízo líquido consolidado de R$ 43 milhões no segundo trimestre de 2016, montante 93% menor que o prejuízo de R$ 614,593 milhões registrado no mesmo trimestre do ano passado.

De abril a junho, a CSN teve um efeito cambial positivo de R$ 478 milhões na conta financeira. Um ano antes, o efeito cambial havia sido negativo em R$ 114 milhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) somou R$ 576 milhões, alta de 34% maior que igual etapa de 2015. O Ebitda ajustado, por sua vez, totalizou R$ 855 milhões, avanço de 7% ante o registrado um ano antes.

A receita líquida de vendas da empresa totalizou R$ 4,349 bilhões entre abril e junho, com alta de 17,9% ante o registrado no mesmo trimestre do ano passado.

O resultado financeiro gerencial ficou negativo em R$ 228 milhões, ante resultado financeiro também negativo de R$ 886 milhões apurado um ano antes. O resultado financeiro gerencial considera as participações de 60% na Namisa, 33,27% na MRS e 50% na CBSI até novembro de 2015 e de 100% na Congonhas Minérios, 37,27% na MRS e 50% na CBSI, a partir de dezembro do ano passado.

Dívida. A empresa presidida por Benjamin Steinbruch, encerrou o segundo trimestre com uma dívida líquida ajustada de R$ 25,873 bilhões, aumento de 25% em relação ao mesmo período do ano passado. Na comparação com o trimestre anterior, houve uma queda de 3%. 

Embora tenha registrado uma leve queda de um trimestre para o outro, a alavancagem da siderúrgica ainda é considerada alta – a relação medida pela dívida líquida em relação ao Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em 8,3 vezes, ante 8,7 vezes do primeiro trimestre. No mesmo trimestre de 2015, essa relação estava em 5,6 vezes.

A companhia colocou no ano passado alguns ativos à venda para fazer caixa e alongou as dívidas de curto prazo.

Vendas. As vendas de aço caíram 1% na comparação anual, somando 1,253 milhão de toneladas. Já as vendas de minério de ferro foram de 9,27 milhões de toneladas, 55% mais que os três meses encerrados em junho de 2015.

O custo dos produtos vendidos, de R$ 3,4 bilhões, foi 20% maior do que na mesma etapa de 2015, devido principalmente à maior produção de minério de ferro e aos custos decorrentes da parada no alto forno 3. /COM REUTERS

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