Prejuízo da MPX Energia aumenta 72,5% no 2º trimestre

A MPX Energia divulgou, na noite desta terça-feira, um prejuízo de R$ 233,2 milhões no segundo trimestre, alta de 72,5% sobre a perda apurada há um ano. Conforme comunicado da companhia do grupo EBX, do empresário Eike Batista, a receita operacional líquida somou R$ 395,1 milhões de abril a junho, contra um resultado negativo de R$ 56,9 milhões em igual período do ano passado. A empresa registrou Ebitda negativo de R$ 38,6 milhões, contra os também negativos em R$ 37,9 milhões no 2º trimestre do ano passado.

MÔNICA CIARELLI, Agencia Estado

13 de agosto de 2013 | 21h20

A MPX Energia fechou o segundo trimestre com uma dívida bruta consolidada de R$ 5,733 bilhões, aumento de 5% frente à posição de 31 de março de 2013. De acordo com a companhia, o saldo da dívida de curto prazo era de R$ 2,651 bilhões no último dia 30 de junho, cifra que corresponde a um incremento de R$ 309 milhões sobre o apurado no primeiro trimestre.

A companhia terminou o segundo trimestre com um custo médio da dívida de 8,5% e o prazo médio de 4,6 anos.

No segundo trimestre, a MPX captou R$ 330 milhões pela controladora, destinados a cobrir necessidades de capital de giro, e R$ 100 milhões em Parnaíba II, para continuação das obras até o primeiro desembolso do financiamento de longo prazo.

No balanço, a empresa destaca que R$ 845,3 milhões do saldo da dívida de curto prazo referem-se aos empréstimos-ponte de Parnaíba I (R$ 125,1 milhões) e Parnaíba II (R$ 720,1 milhões), que, segundo a MPX, deverão ser quitados ao longo deste ano. Outros R$ 276,2 milhões referem-se à parcela corrente das dívidas de longo prazo de Pecém II, Itaqui e Parnaíba I.

A MPX informou ainda que, de acordo com as novas regras do IFRS, as dívidas de Pecém I não estão mais incluídas no consolidado dos empréstimos e financiamentos. Em 30 de junho de 2013, o endividamento de Pecém I totalizava R$ 1,138 bilhões.

Já a dívida líquida cresceu 9,6% no período, totalizando R$ 5,583 bilhões.

Investimentos

Os investimentos da MPX no segundo trimestre somaram R$ 552,3 milhões. Os recursos foram destinados à construção das usinas termelétricas Pecém II, Itaqui e Parnaíba I e II, excluindo os juros capitalizados nos projetos de R$ 40,3 milhões.

A companhia investiu outros R$ 28,2 milhões por meio da coligada OGX Maranhão (considerando sua participação na empresa). O aporte foi feito na campanha de exploração da Bacia do Parnaíba e no desenvolvimento dos campos de Gavião Real e Gavião Branco. Em relação à Pecém I, a UTE investiu 27,3 milhões no trimestre (considerando 100% do projeto), excluídos os juros capitalizados de R$ 4,9 milhões.

No primeiro trimestre do ano, a MPX já tinha feito aportes de R$ 305,6 milhões. Ao todo, a companhia de energia investiu R$ 857,9 milhões no primeiro semestre do ano.

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