Prejuízo da OGX, de Eike, sobe 455,6% e soma R$ 804,6 milhões

Apesar do resultado negativo, a empresa registrou Ebitda de R$ 73,8 milhões, o primeiro dado positivo na geração de caixa da companhia medida por este indicador

Irany Tereza, da Agência Estado,

09 de maio de 2013 | 21h21

Texto atualizado às 22h05

RIO - A OGX, petrolífera do empresário Eike Batista, amargou prejuízo de R$ 804,587 milhões no primeiro trimestre de 2013. O número é 455,6% superior ao prejuízo de R$ 144,8 milhões do mesmo período do ano passado. As ações da empresa tiveram nesta quinta-feira mais um dia de intensa oscilação e fecharam em queda de 6,25% - a segunda maior do Ibovespa, que recuou 0,64%. 

Apesar do resultado negativo, a empresa registrou Ebitda de R$ 73,824 milhões, o primeiro dado positivo na geração de caixa da companhia medida por este indicador, fato ressaltado no documento de apresentação do balanço.

"No primeiro trimestre de 2013, a OGX demonstrou um contínuo progresso, registrando maiores receitas e um EBITDA positivo pela primeira vez, assim como um aumento no volume total produzido no Campo de Tubarão Azul, na Bacia de Campos, que totalizou 954 mil barris de petróleo. A companhia também atingiu produção total de quatro milhões de metros cúbicos de gás por dia no Campo de Gavião Real, na Bacia do Parnaíba, após a sincronização da quarta turbina da Usina Termoelétrica Parnaíba I com o sistema nacional", diz o documento.

Mais uma vez, a petrolífera relatou problemas operacionais, mas não os detalhou, e classificou o primeiro período do ano como um "trimestre desafiador". "(...) problemas operacionais levaram a paradas na produção dos poços OGX-68HP e TBAZ-1HP, além de intermitência operacional no poço OGX-26HP. Continuamos analisando o comportamento do reservatório, assim como o impacto no volume recuperável total estimado", informou. 

Petronas

A empresa também detalhou o contrato firmado com a estatal malaia Petronas, que comprou 40% das concessões dos blocos BM-C-39 e BM-C-40, do Campos de Tubarão Martelo, localizados na Bacia de Campos, por US$850 milhões.

"Quando do fechamento financeiro, US$ 250 milhões e mais uma quantia correspondente a 40% dos gastos incorridos com o desenvolvimento do Campo de Tubarão Martelo desde 1º de maio de 2013 serão pagos diretamente à OGX (ficando imediatamente disponíveis para qualquer finalidade). Os restantes US$600 milhões serão depositados em nome da OGX em uma escrow account", disse a companhia, no comunicado, sem detalhar o destino destes recursos, fato que vem causando preocupação no mercado.

As liberações serão parceladas e condicionadas ao desempenho de produção do campo, conforme a seguinte ordem: US$ 500 milhões no primeiro óleo; US$50 milhões com o atingimento de uma produção agregada de 40 kboepd; US$ 25 milhões com o atingimento de uma produção agregada de 50 kboepd; US$25 milhoes com o atingimento de uma produção agregada de 60 kboepd.

"Adicionalmente a participação nos blocos BM-C-39 e BM-C-40, a Petronas detém a opção de adquirir 5% do capital da OGX a um preço de R$ 6,30 por ação a qualquer momento até abril de 2015. O exercício não envolverá emissão de novas ações e não implica na diluição da participação dos acionistas minoritários, já que as ações serão provenientes da posição acionária atual do acionista controlador da OGX, Sr. Eike Batista."

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