JF DIORIO/ESTADÃO
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Prejuízo do Grupo Pão de Açúcar aumenta quase 45 vezes e atinge R$ 583 milhões

No mesmo período de 2015, prejuízo havia sido de R$ 13 milhões; divisão que inclui as bandeiras Extra, Pão de Açúcar e Assaí reverteu lucro e registrou perdas de R$ 109 milhões

Marcelle Gutierrez, O Estado de S.Paulo

28 Julho 2016 | 08h25

SÃO PAULO - O Grupo Pão de Açúcar (GPA) reportou prejuízo líquido consolidado de R$ 583 milhões no segundo trimestre de 2016, ante prejuízo de R$ 13 milhões no mesmo período do ano anterior. No acumulado do primeiro semestre do ano, o prejuízo da companhia chega a R$ 739 milhões ante lucro de R$ 238 milhões dos mesmos meses de 2015.

A companhia reportou também um lucro líquido ajustado dos acionistas controladores, eliminando receitas e despesas extraordinárias, de R$ 3 milhões, queda de 97,9% na comparação anual. Já o prejuízo líquido atribuído aos acionistas controladores foi de R$ 276 milhões ante lucro de R$ 66 milhões no mesmo trimestre de 2015.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) do grupo varejista atingiu R$ 279 milhões entre abril e junho, recuo de 59,2% na comparação com os mesmos meses de 2015. Em seis meses, o Ebitda alcançou R$ 737 milhões, redução de 54,8%.

A companhia divulga ainda um Ebitda ajustado, que chegou a R$ 760 milhões no segundo trimestre, diminuição de 1%. No total do primeiro semestre de 2016, o Ebitda ajustado foi de R$ 1,286 bilhão, queda de 27,9% ante 2015.

O GPA já havia divulgado previamente que a receita líquida consolidada do trimestre foi de R$ 16,684 bilhões, crescimento de 5% na comparação com igual período de 2015 considerando ajustes de calendário.

Alimentos. O Grupo Pão de Açúcar reportou prejuízo de R$ 109 milhões no segundo trimestre de 2016 para seu negócio de alimentos. A divisão que inclui as bandeiras Extra, Pão de Açúcar e Assaí reverteu lucro de R$ 102 milhões apurado em igual período do ano anterior.

A companhia divulgou ainda um lucro ajustado do varejo alimentar, eliminando receitas e despesas extraordinárias, dos acionistas controladores. O resultado foi de R$ 93 milhões de lucro, queda de 41,9% na comparação anual. Já o prejuízo líquido atribuído aos acionistas controladores foi de R$ 107 milhões ante lucro de R$ 105 milhões no mesmo trimestre de 2015.

Já o Ebitda em alimentos foi de R$ 300 milhões no segundo trimestre, retração de 37,8%. O Ebitda ajustado a despesas e receitas extraordinárias atingiu R$ 551 milhões no período, queda de 0,5%.

Cnova. A Cnova, divisão de comércio eletrônico do grupo francês Casino (dono do Pão de Açúcar), informou nesta semana a conclusão das investigações da sua subsidiária brasileira, a Cnova Brasil, sobre irregularidades cometidas por funcionários na gestão de estoques.

A investigação levou a revisões nos balanços de 2015 tanto do Grupo Pão de Açúcar, que controla a CNova, quanto na Via Varejo, que tem participação indireta na companhia.

O Grupo Pão de Açúcar concluiu que as perdas apuradas pela investigação na CNova resultaram em um impacto negativo de R$ 512 milhões no lucro líquido da empresa no ano de 2015. Além disso, o GPA apurou uma perda de R$ 304 milhões em seu patrimônio líquido acumulado.

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