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Presidente da GDF Suez admite atraso em Jirau após paralisação

Segundo executivo, será mantido o desvio do Rio Madeira em agosto, mas eventuais atrasos ainda estão sendo analisados com a Camargo Correa, principal construtora

Alexandre Rodrigues, da Agência Estado,

29 de abril de 2011 | 14h33

O presidente da GDF Suez para América Latina, Jan Flachet, admitiu nesta sexta-feira, 29, que o cronograma de construção da usina hidrelétrica de Jirau, em Rondônia, sofrerá alterações por conta da paralisação das obras provocadas por greve e vandalismo no canteiro de obras. Em entrevista após participar de um painel do Fórum Econômico Mundial, no Rio, ele afirmou que será mantida a conclusão do desvio do Rio Madeira por um vertedouro em agosto, mas eventuais atrasos no cronograma ainda estão sendo analisados com a Camargo Correa, principal construtora do empreendimento.

"Ainda estamos analisando como isso afetou o cronograma final de todo o projeto. Ainda não temos toda a informação", afirmou. "Temos duas casas de força sendo construídas simultaneamente e agora pode ser que uma vai entrar um pouco depois da outra", citou como uma das prováveis alternativas. No entanto, ele apontou os atrasos na linha de transmissão do Rio Madeira como o principal problema.

"A linha de transmissão ainda não tem a licença de instalação definitiva, então é uma coisa que nos preocupa", disse Flachet. Segundo o executivo, as demissões em curso não afetarão significativamente o ritmo da obra porque que o número de funcionários já iria cair após a conclusão do vertedouro. De qualquer forma, admitiu que talvez a empresa tenha subestimado as condições para manter 20 mil trabalhadores no canteiro de obras.

"Ainda não conseguimos entender o que se passou", afirmou, ressaltando que o episódio da greve não desanima o grupo a continuar investindo no Brasil. "Quando há um problema, não podemos perder a coragem para solucionar o problema. Não perdemos, por isso, a confiança no Brasil."

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