EPITACIO PESSOA/ESTADÃO
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Presidente da GM do Brasil vai assumir área global de veículos compartilhados

Santiago Chamorro, que estava no cargo há três anos, será substituído por Carlos Zarlenga, que era diretor financeiro da marca na América do Sul

Fernando Scheller, O Estado de S.Paulo

29 de agosto de 2016 | 13h58

SÃO PAULO - O executivo colombiano Santiago Chamorro está deixando a presidência da General Motors no Brasil depois de três anos à frente das operações para assumir a área global de experiência do consumidor, responsável pelos novos usos para os automóveis. Entre os segmentos que Chamorro vai comandar estão a estratégia de carros autônomos, o serviço de veículos compartilhados e a parceria da GM com o app de caronas Lyft.

Citando a presidente global da marca, Mary Barra, Chamorro afirma que os novos modelos de uso de automóveis - em que parte dos consumidores deixará de ser proprietária de um veículo para pagar por seu uso - deverá trazer mais mudanças ao setor automotivo nos próximos cinco anos do que nas últimas cinco décadas. "O que percebemos é que a adoção dessas novas formas de uso está sendo muito rápida, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil", disse o executivo nesta segunda-feira (29), em entrevista ao Estado.

Chamorro, que será substituído no Brasil por Carlos Zarlenga (ex-diretor financeiro da GM para a América do Sul) a partir da próxima quinta-feira, afirma que os testes feitos com a plataforma Maven - que permite o aluguel de carros da montadora - foram muito bem aceitos no Brasil. O projeto piloto de aluguel de frota, que começou na fábrica da marca em São Caetano do Sul (SP), já foi expandido para as demais unidades GM no Brasil e agora passará a ser adotado em condomínios e cidades (o piloto será em São Caetano).

Em São Caetano do Sul, a experiência na fábrica mostrou que o veículo compartilhado tem um período de uso muito maior do que os de propriedade particular. "Conseguimos aumentar para 30% o tempo de uso dos carros, consideradas as 24 horas do dia", explicou Chamorro. "A porcentagem de uso de um veículo de uma família varia de 5% a 7%. No restante do tempo, o automóvel fica parado na garagem de casa ou do trabalho."

Recuperação. Quanto ao mercado brasileiro, o executivo disse que espera uma recuperação mais consistente assim que as reformas estruturais - trabalhista, previdenciária e tributária, por exemplo - começarem a sair do papel. De qualquer forma, a GM já trabalha com um mercado de 2,4 milhões de veículos para 2017, contra 2,15 milhões para este ano. "Acho que passamos o fundo do poço, em maio e junho. Julho já melhorou um pouco e agosto está indo conforme o planejado."

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