Presidente da GM prevê mais fechamentos de fábricas e demissões

A General Motors Corp fechará mais fábricas nos Estados Unidos e cortará mais vagas e, mesmo assim, continuará enfrentando uma alta possibilidade de concordata, disse o presidente-executivo da GM, Fritz Henderson, nesta terça-feira.

REUTERS

31 de março de 2009 | 16h38

"A expectativa é a de que precisamos ir mais fundo", disse Henderson, descrevendo a reestruturação da GM após seu plano anterior ter sido rejeitado por autoridades norte-americanas, por ser considerado insuficiente.

"Precisamos ir mais fundo e precisamos ser mais rápidos", ele disse em uma coletiva de imprensa na sede da GM em Detroit, que incluiu repórteres em conferência telefônica.

A aparição de Henderson foi a primeira desde que ele assumiu a presidência da montadora, na segunda-feira.

Seu antecessor, Rick Wagoner, foi forçado a sair do cargo pela administração Obama, que deu à GM 60 dias para fechar maiores concessões com os detentores de bônus e o sindicato dos trabalhadores e disse que financiaria uma concordata supervisionada pela Justiça se o processo fracassar em chegar a uma economia suficiente.

Henderson disse que a GM poderia decidir pela concordata durante o período de 60 dias se ficar "bem claro" que seria incapaz de chegar aos acordos.

"Mas não mais que 1o de junho. Se não formos capazes de cumprir isto fora da concordata, estaremos em concordata. Está bem claro. O governo foi claro", ele disse.

Henderson disse que a GM revisaria seu plano de reestruturação para considerar o risco de vendas menores.

(Reportagem de Kevin Krolicki)

Tudo o que sabemos sobre:
AUTOSGMCONCORDATA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.