Presidente da Opep vê necessidade de mais cortes de produção

Segundo Chakib Khelil, decisão só ficará clara em dezembro, mas corte de 1 milhão de barris não seria suficiente

Reuters,

24 de novembro de 2008 | 15h48

A fraqueza do mercado de petróleo exige mais uma redução de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de mais de um milhão de barris por dia (bpd), afirmou o presidente do grupo nesta segunda-feira, 24.   Veja também: De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise Ele destacou entretanto que o volume preciso só ficará claro em dezembro. A queda do petróleo de quase  US$ 150 o barril em julho para US$ 50 levou o Irã e a Venezuela a sugerirem que o grupo corte a produção em pelo menos mais 1 milhão de barris por dia quando se reunir no sábado para negociações urgentes porém informais. O presidente da Opep, Chakib Khelil, afirmou que é muito cedo para uma ação decisiva e que a situação do mercado só ficará clara na época da reunião do grupo, em 17 de dezembro, na Argélia. Mas confrontado com a atual fraqueza do mercado de petróleo, ele afirmou que um forte corte é necessário. "Acho que, se tivéssemos uma reunião hoje, 1 milhão (de bpd) não seria suficiente", disse ele a repórteres em uma conferência em Viena. A Arábia Saudita, maior produtor da Opep, ainda não comentou publicamente a decisão do grupo em 24 de outubro de retirar 1,5 milhão de barris a partir do início deste mês. O grupo cumpriu bem os cortes de produção definidos até agora, disseram analistas e corretores, mas o mercado de petróleo continua a cair. O preço do petróleo produzido pela Opep caiu para US$ 42,56 na sexta-feira, bem abaixo do preço referencial internacional dos EUA, que nesta segunda-feira recuperou-se depois de ficar abaixo de US$  50 na semana passada e era negociado em torno de US$ 53,80. A Opep, assim como a indústria internacional do petróleo, afirma persistentemente que os consumidores vão acabar sofrendo com o preço muito baixo, já que novos projetos serão suspensos. "Um preço abaixo de 70 dólares vai garantir que vários novos projetos não entrem em produção", disse Khelil.

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