Márcio Fernandes/Estadão
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Presidente da Vale diz que Samarco deve retomar atividades em 2020

Operação da mineradora foi interrompida após rompimento de barragem em 2015, causando uma das maiores tragédias ambientais da história recente do País

Fernanda Nunes e Renata Batista, O Estado de S.Paulo

16 de outubro de 2018 | 15h09

A operação da mineradora Samarco deverá ser reiniciada no início de 2020, segundo o presidente da Vale, Fabio Schvartsman, que participou nesta terça-feira, 16, do evento FT Commodities, no Rio de Janeiro. Inicialmente, a empresa deve funcionar com um terço de sua capacidade de produção. A partir daí, irá incrementar a capacidade "lentamente", afirmou.

"Falta licença de operação (para Samarco), mas todos os indícios são de que não existirão problemas e, no início de 2020, será possível reiniciar a operação", completou.

O executivo informou ainda que a empresa consumiu R$ 5,3 bilhões em indenização e que esse valor não representa nem a metade do que deve ser gasto para compensar as pessoas prejudicadas pelo acidente provocado pela mineradora.

"A percepção por causa do acidente da Samarco foi muito ruim. Mas o que podemos fazer? Todos lamentamos muitíssimo, mas temos que seguir em frente. Nossa fundação tem o objetivo de indenizar os afetados pelo acidente. É importante enfatizar que foi uma opção, porque, se quiséssemos podíamos deixar por conta do judiciário, que é lento. Mas fizemos o contrário", afirmou o presidente da Vale.

Ele ainda acrescentou que negocia com a sócia BHP a composição da Samarco para retomar a operação. "É muito mais importante ter esse recomeço do que saber quem vai administrar a empresa", complementou.

Durante o evento, o presidente da Vale ainda informou que o contrato firmado no ano passado para que permaneça no cargo se encerra no ano que vem, mas que há a possibilidade de renová-lo.

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