Presidente do Chipre vai pedir ‘assistência extra’ à UE

Ministério de Finanças afirma que o presidente se refere a mais assistência da Europa, não a um aumento da ajuda financeira

Danielle Chaves, da Agência Estado,

12 de abril de 2013 | 07h16

NICÓSIA - O presidente do Chipre, Nicos Anastasiades, afirmou que vai apelar para os líderes da União Europeia por assistência extra para a ilha, que enfrenta termos rígidos em troca de um programa de resgate financeiro internacional. Anastasiades disse que conversou com o comissário europeu Olli Rehn antes da reunião de ministros de Finanças da zona do euro prevista para ser realizada em Dublin, na Irlanda, mais tarde hoje, na qual deverão ser finalizados os termos do resgate ao Chipre.

O presidente cipriota também afirmou que escreverá uma carta para o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, e o presidente da UE, Herman Van Rompuy.

"As cartas para Barroso e Rompuy vão se referir à necessidade de a política da UE mudar com relação ao Chipre para dar ao país assistência extra, tendo em vista o momento crítico que estamos vivendo como resultado da crise econômica e das medidas impostas a nós", declarou Anastasiades a jornalistas.

Ajuda

O Chipre não está pedindo um aumento do resgate internacional de 10 bilhões de euros (US$ 13 bilhões) oferecido ao país, afirmou uma autoridade do Ministério de Finanças da ilha. Segundo a autoridade, o que o governo cipriota quer é assistência estrutural e técnica para restaurar a economia local.

As declarações foram feitas depois de o presidente do Chipre revelar que fará um apelo aos governos da União Europeia por "assistência extra" para a ilha, que enfrenta uma profunda contração econômica depois da recente reestruturação de seu setor bancário.

"O presidente estava falando simplesmente sobre fundos dos programas europeus, fundos estruturais e assistência técnica sobre como é a melhor maneira de absorver esses fundos", disse a autoridade do ministério. "Não estamos pedindo mais assistência sobre o programa e a ajuda financeira acertados no nível do Eurogrupo", destacou.

Os ministros de Finanças da zona do euro, o Eurogrupo, deverão assinar durante a reunião desta sexta-feira em Dublin, na Irlanda, o empréstimo de 10 bilhões de euros do bloco e do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o Chipre, como parte de um pacote de resgate total de 23 bilhões de euros. O governo cipriota vai contribuir com os 13 bilhões de euros restantes por meio da reestruturação dos bancos, de privatizações e outras vendas de ativos.

As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
ChipreUEAnastasiadesajuda

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.