Presidente do Eurogrupo critica demora da Alemanha para responder à crise

Jean-Claude Juncker disse que lentidão organizacional em Berlim não deveria impedir a UE de reagir à crise na velocidade necessária

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

23 de outubro de 2011 | 09h14

FRANKFURT - O governo da Alemanha tem sido mais lento que seus pares para responder à crise da dívida da zona do euro, e o Parlamento do país não deveria impedir a União Europeia de agir rapidamente, afirmou o presidente do grupo que reúne os ministros das Finanças da zona do euro, o Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, em entrevista publicada pela revista alemã Der Spiegel neste domingo, 23.

"A velocidade organizacional em Berlim é mais lenta que em outras capitais", declarou Juncker, que também é primeiro-ministro de Luxembourg.

O Parlamento da Alemanha, o Bundestag, "não pode decidir todos os detalhes com antecedência porque algumas vezes as negociações continuam até o fim das cúpulas (da UE)", afirmou.

A Corte Constitucional da Alemanha decidiu no mês passado que o pacote de socorro concedido em 2010 à Grécia e uma ajuda subsequente por meio do fundo de resgate da zona do euro era legal, mas também decidiu que o Parlamento alemão poderia participar das decisões futuras de resgate.

Embora seja compreensível que o Bundestag queira controlar o orçamento do país, "isso não deveria impedir a UE de reagir na velocidade necessária", acrescentou Juncker.

Günther Hermann Oettinger, membro do partido cristão democrata (CDU) da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, concordou com Junker. "Se uma dificuldade parlamentar similar ocorrer nos outros 16 países da zona do euro, ou somente em uma das nações com rating AAA, a Europa não conseguirá mais agir", afirmou Oettinger, que também é o comissário europeu para Energia.

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