Presidente do Santander diz que se vê ‘obrigado’ a analisar possível compra do Banco Espírito Santo

Javier Marín diz que compra do BES poderia ser uma oportunidade financeira, mas minimizou reais chances de aquisição

Fernando Nakagawa, correspondente, O Estado de S. Paulo

31 de julho de 2014 | 10h33

O grupo espanhol Santander se vê "obrigado" a avaliar a situação do português Banco Espírito Santo (BES) pois pode se tratar de uma oportunidade para a instituição financeira. A afirmação foi feita pelo presidente-executivo do Santander, Javier Marín, durante teleconferência com analistas nesta manhã. Apesar da afirmação, o executivo minimizou as chances de aquisições em Portugal.

"É nossa obrigação analisar todas as oportunidades no mercado", disse Marín ao ser questionado por analista se o Santander avaliava a possibilidade de ingressar no capital do BES, maior banco privado português, que enfrenta grave crise financeira e precisa de reforço de capital. Nos últimos dias, circularam rumores de que o Santander poderia ingressar no capital do BES.

Apesar de reconhecer que avaliará o banco, o executivo reafirmou que a estratégia da casa é crescer organicamente no mercado português. "Basicamente estamos muito felizes com o nosso crescimento orgânico em Portugal", disse. O banco espanhol já tem presença em Portugal com a bandeira Santander Totta.

Marín aproveitou para ressaltar os bons resultados da filial. "Estamos muito felizes em Portugal. Temos o banco mais capitalizado e lucrativo do país e estamos ganhando mercado", disse.

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