Ricardo Moraes/Reuters
Ricardo Moraes/Reuters

Presidente interino da Estácio renuncia após 20 dias no cargo

Maior acionista individual da companhia, Chaim Zaher deixou o posto anteriormente ocupado por Rogério Frota Melzi; companhia é disputada pela Kroton e pela Ser Educacional

Renato Carvalho, O Estado de S.Paulo

05 Julho 2016 | 21h51

A Estácio informou nesta terça-feira, 5, que Chaim Zaher, maior acionista individual da companhia, renunciou ao cargo de diretor presidente. Ele exercia interinamente o cargo desde o dia 16 de junho. Com a renúncia, o atual diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Estácio, Pedro Thompson Landeira de Oliveira, assume a presidência do grupo até que o Conselho de Administração se reúna para eleger um novo presidente.

Zaher recomendou ao Conselho o atual diretor de Operação da Estácio, Gilberto Teixeira de Castro, para assumir o posto de presidente. Com a renúncia, Zaher volta a ocupar a cadeira de membro efetivo do colegiado da Estácio.

Na sua carta de renúncia, Chaim Zaher destaca os avanços alcançados pela Estácio nos 20 dias em que esteve na presidência, como redução das despesas operacionais e reestruturação das diretorias, a contratação de um profissional especializado na captação e retenção de alunos, elaboração de projeto para instalação do Colégio Estácio em unidades já existentes, entre outras.

Assim, Zaher considera que seus objetivos como presidente interino foram "plenamente atingidos", e que agora quer contribuir "vigorosamente" para que o Conselho de Administração e os acionistas possam analisar profundamente as propostas já recebidas para uma fusão, além de garantir condições que permitam a "salutar competição entre elas, e com outras que possam vir a surgir".

Na semana passada, a Kroton ofereceu uma relação de troca 1,281 ação da Kroton por papel da Estácio. A companhia propôs também a distribuição de dividendos extraordinários de R$ 170 milhões aos atuais acionistas da Estácio. A oferta anterior, de 21 de junho, previa 1,28 ação da Kroton ON para cada papel da Estácio. Na proposta original, de 2 de junho, a relação era de 0,977. As ofertas anteriores não previam a distribuição de dividendos.

A última proposta feita pela Ser Educacional previa o pagamento de R$ 1 bilhão, ou R$ 3,25 por ação, em dividendos extraordinários para os acionistas da Estácio. Na proposta feita no início de junho, o valor era de R$ 590 milhões. A proposta prevê ainda que os atuais acionistas da Estácio ficariam com 68,7% da empresa combinada e os da Ser, com 31,3%. Outro ponto é que o conselho de administração da Ser Educacional indicaria o diretor presidente da companhia combinada. /COM INFORMAÇÕES DA AGÊNCIA ESTADO

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