Pressões inflacionárias na China são difíceis de ignorar, diz PBOC

Banco central chinês disse também que a desaceleração do crescimento na Europa, EUA, Japão e outras grandes economias no segundo semestre vai enfraquecer o aumento das exportações da China

Danielle Chaves, da Agência Estado,

27 de outubro de 2010 | 10h26

O Banco do Povo da China (PBOC, banco central do país) afirmou que os riscos futuros de inflação são em geral controláveis, mas observou que as pressões altistas sobre os preços ao consumidor são "difíceis de ignorar". As preocupações do mercado com uma desaceleração econômica diminuíram desde o segundo trimestre deste ano, mas é necessário permanecer vigilante sobre os aumentos de preço, disse o PBOC em seu relatório trimestral de política monetária.

O renovado afrouxamento quantitativo em grandes economias do mundo vai guiar os preços internacionais dos bens de consumo, afirmou o banco central. O PBOC disse também que os preços dos recursos básicos e a reforma da distribuição de renda na China serão acrescentados aos aumentos de preços no próximo ano.

As condições monetárias na China permanecem frouxas, mas a "normalização gradual" do crescimento do crédito e do dinheiro vai ajudar a estabilizar as expectativas inflacionárias, de acordo com o banco central. O crescimento da oferta monetária M2, a medida mais ampla de oferta monetária da China, se desacelerou, mas continua acima da taxa anual de alta de 16,3% média entre 2000 e 2008. No fim de setembro, o M2 acumulava alta de 19% em relação ao mesmo momento do ano passado, segundo o PBOC.

O banco central chinês disse também que a desaceleração do crescimento na Europa, EUA, Japão e outras grandes economias no segundo semestre deste ano vai enfraquecer o aumento das exportações da China, especialmente porque essas economias são responsáveis por mais de 46% das exportações totais chinesas quando o comércio encaminhado indiretamente por meio de Hong Kong é incluído. Mas esse efeito sobre as exportações chinesas será limitado, acrescentou o PBOC.

As informações são da Dow Jones. 

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