Previ focará investimento em exportadoras

A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, ampliará o volume de investimentos em setores movidos pelas exportações. Segundo o diretor de investimentos Renê Sanda, a estratégia tem o objetivo de aproveitar o efeito positivo da alta do dólar sobre segmentos como o de celulose.

ANDRÉ MAGNABOSCO, Agencia Estado

22 de novembro de 2013 | 08h17

?Surfamos a onda de consumo, que de fato foi o grande valor agregado dos últimos anos, e agora estamos com uma pauta mais voltada à exportação?, disse Sanda em entrevista exclusiva ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado. A expectativa do fundo de pensão é definir sua política de investimentos no período 2014-2020 até dezembro.

Dentro do setor de celulose, a Previ investe aproximadamente R$ 200 milhões na Fibria e R$ 100 milhões na Suzano. De acordo com Sanda, esse montante pode subir e alcançar R$ 500 milhões.

Mas a desvalorização do real não afeta apenas o setor de celulose. O novo patamar do dólar, na visão de Sanda, trouxe resultados positivos a empresas brasileiras de outros setores. É o caso da fundição Tupy, que no mês passado realizou oferta primária e secundária de ações. A fatia da Previ na Tupy, caiu de 35,6% para 28,2% após a oferta.

Regulamentação

No próximo ano, além de investir mais em exportadoras, a Previ pode se ver obrigada a ajustar sua participação em empresas como Vale, Neoenergia e CPFL. Isso porque uma determinação da Previc, autarquia responsável por fiscalizar as atividades dos fundos de pensão, impõe limites ao perfil de investimentos dos fundos de pensão.

Essa determinação estabelece, por exemplo, que um fundo pode destinar no máximo 10% de seus recursos a uma única empresa (a Previ detém mais de 10% dos recursos na Vale) e até 25% do capital social de uma única companhia (limite extrapolado no caso de Neoenergia e CPFL). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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