Previ vê ajuste do minério buscando equilíbrio da indústria

O presidente da Previ, Sérgio Rosa, está confiante que as negociações sobre o preço do minério de ferro este ano vão buscar o equilíbrio da indústria, tanto por parte das siderúrgicas como das mineradoras, para não faltar matéria-prima para o aço mais à frente, quando a crise for superada. Controlador da Vale, Rosa admitiu que as conversas para o novo preço serão "complexas e duras", e considerou "exageradas" declarações de produtoras de aço da China, que nesta quarta-feira divulgaram que desejam queda pela metade do valor do minério em relação ao ano passado. "(O preço) não necessariamente vai refletir toda a variação que estamos vendo no presente, será uma negociação não só dura como complexa para manter a indústria organizada", declarou ele a jornalistas durante a divulgação do balanço da Previ em 2008. Siderúrgicas e mineradoras estão em plenas negociações para ajustar o preço do minério em um momento em que a demanda por aço no mundo está caindo. No ano passado, analistas chegaram a projetar queda de 80 por cento, mas este ano já avaliam um desconto menor para o produto, que varia de estabilidade a queda de 40 por cento. Ele defendeu as demissões realizadas pela Vale no ano passado e criticadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que, com a queda nas vendas no mercado externo, as empresas não tinham outra opção. "Empresas que dependem muito fortemente das vendas externas, como Vale e Embraer, se não fizerem ajuste na capacidade perdem dinheiro. A Vale tinha feito muitas contratações, então o saldo ainda ficou positivo", afirmou. (Reportagem de Denise Luna)

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