Prévia da inflação oficial sobe 0,57% em novembro

IPCA-15 havia registrado alta de 0,48% em outubro; segundo o IBGE, o maior impacto individual veio do item carnes, que subiu 2,34%

Daniela Amorim, Idiana Tomazelli e Maria Regina Silva, da Agência Estado,

19 de novembro de 2013 | 09h00

RIO - A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), considerada uma prévia para a inflação oficial (IPCA), registrou alta de 0,57% em novembro, após subir 0,48% em outubro. O resultado, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo AE Projeções, que esperavam inflação entre 0,52% e 0,68%, com mediana de 0,65%.

Com o resultado anunciado hoje, o IPCA-15 acumula taxas de 5,06% no ano e de 5,78% em 12 meses até novembro, ficando abaixo portanto do teto da meta do governo, de 6,5%. O IPCA cheio será divulgado no dia 6 de dezembro, segundo o calendário do IBGE.

O grupo de alimentação e bebidas acelerou na passagem de outubro para novembro e gerou o maior impacto sobre o IPCA-15 de novembro. Da alta de 0,57%, os alimentos e as bebidas respondem por 0,21 ponto porcentual. No mês, o grupo de alimentação e bebidas subiu 0,84%, contra taxa de 0,70% na apuração de outubro.

Segundo o IBGE, o maior impacto individual veio do item carnes, cuja alta de 2,34% significou acréscimo de 0,06 ponto porcentual na taxa. Na sequência, vieram a refeição consumida em restaurante, com alta de 0,83%, e o tomate, que ficou 23,36% mais caro. Cada um desses itens produziu impacto de 0,04 ponto porcentual.

Além desses, outros alimentos importantes ficaram mais caros, como o macarrão (2,15%) e o pão francês (1,09%). No grupo das despesas pessoais, que subiu 0,68% no IPCA-15 de novembro, o item empregado doméstico teve alta de 0,97% e se destacou com impacto de 0,04 ponto porcentual. O cigarro, que teve reajuste médio de 13% a partir de 2 de novembro nas regiões pesquisadas pelo IBGE, teve alta de 1,15%. As passagens aéreas subiram 6,56% exerceram a principal influência no grupo transportes, que avançou 0,39%, contra alta de 0,08% no mês anterior.

Os combustíveis também empurraram o indicador para cima, com alta de 0,31% no preço da gasolina e de 1,02% do etanol. As passagens de ônibus interestaduais também ajudaram, com alta de 3%. Além desses grupos, aceleraram na passagem do mês vestuário (0,96%, ante 0,88%), saúde e cuidados pessoais (0,39%, ante 0,35%), educação (0,09%, ante 0,06%) e comunicação (0,28%, ante 0,03%). Na contramão, desaceleraram os grupos habitação (0,50%, ante 0,67%) e artigos de residência (0,55%, ante 0,97%).

Núcleo da inflação. A média dos núcleos no IPCA-15 de novembro atingiu a marca de 0,54%, a mesma taxa apurada no IPCA-15 de outubro, como divulgou há pouco a Votorantim. O núcleo exclui do cálculo os preços mais voláteis, como alimentos, e os monitorados pelo governo, como tarifas de telefonia e energia.

Na abertura dos núcleos, a corretora informou que o núcleo por exclusão (IPCA-EX) acelerou em novembro, ao mostrar alta de 0,55%, depois do aumento de 0,51%. Esse núcleo exclui do cálculo geral preços de alimentos com comportamentos mais voláteis e combustíveis. O número ficou dentro do intervalo das previsões do levantamento, que ia de inflação de 0,52% a 0,60%, o que gerou mediana de 0,57%.

O IPCA-DP, abreviação de Índice de Preços ao Consumidor Amplo - Dupla Ponderação, também perdeu força no âmbito do IPCA-15 de novembro e atingiu 0,54%, conforme a Votorantim. O resultado veio abaixo do piso das estimativas (0,56%). Já o teto das previsões era de 0,59% e a mediana, de 0,58%. Este núcleo repondera os pesos de alguns itens, dando menor peso aos que apresentaram maior volatilidade em um período de 48 meses passados.

Já o IPCA-MS, que é o tradicional núcleo de médias aparadas com suavização, teve leve aceleração, segundo a Corretora. A taxa deste núcleo ficou em 0,54%, ante 0,53% apurada em outubro. Para esta medida de núcleo, as expectativas do mercado variavam de 0,51% a 0,60%. A mediana encontrada foi de 0,54%.

As medidas de núcleos do IPCA são tradicionalmente calculadas pelas instituições do mercado financeiro logo que o IBGE divulga o indicador, uma vez que são acompanhadas de perto pelo Banco Central, que tem como um dos seus principais objetivos o cumprimento das metas de inflação.

Os resultados encontrados podem variar ligeiramente de instituição para instituição, mas sempre indicam o caminho que os núcleos estão tomando, auxiliando o mercado e o próprio BC no monitoramento da inflação.

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