Primeira agência bancária ‘sustentável’ do País é inaugurada em São Luís

Com investimento de R$ 2,3, HSBC contruiu agência preparada para coleta seletiva, que aproveita água da chuva e usa energia gerada pela força do vento

Ernesto Batista,

27 de junho de 2011 | 16h49

O banco HSBC investiu cerca de R$ 2,3 milhões para construir a primeira agência sustentável do País em São Luís. A unidade bancária tem todos os seus móveis feitos de madeira certificada, está preparada para coleta seletiva de lixo, só usa papel reciclado, aproveita água da chuva em seus banheiros e usa energia elétrica gerada pela força do vento.

A escolha por São Luís foi feita pela oportunidade de que o banco teria de construir a agência do zero. "O conceito adotado pede que construa agência para ser sustentável desde o zero. Não dá para simplesmente adaptar", afirmou o gerente regional de operações do Banco, Alex Sandro Melo.

Outro fator que fez com que a capital maranhense fosse escolhida é o desempenho das cinco agências que o banco tem no estado. Segundo o superintendente regional de rede Nordeste, José Teixeira Vasconcelos Neto, o desempenho do HSBC no Maranhão é o dobro do registrado no resto do país.

"Crescemos em margem cerca de 40% no estado. No resto do país o crescimento foi de 20%. Com os índices tão bons no Maranhão, decidimos inaugurar uma agência Premium. E com esse investimento, o banco espera crescer 50% no segmento de alta renda neste ano", projetou Teixeira.

O HSBC tem uma carteira de 20 mil clientes nas três maiores cidades do estado - São Luís, Imperatriz e Açailândia - dos quais cerca de2,5 mil clientes estão dentro do grupoo de alta renda. De acordo com Teixeira a meta é chegar a 3,7 mil clientes neste segmento.

Agência

O prédio do HSBC gera a partir do vento cerca de 15% da energia elétrica que consome a partir de um aerogerador, de fabricação norte-americana - que produz cerca de 800 quilowatts por hora, tem um telhado feito para reduzir a geração de calor e assim diminuir a necessidade de refrigeração, paredes duplas para melhorar o isolamento térmico e sonoro, além de janelas maiores do que o normal.

Apenas com o aerogerador a economia é estimada em R$ 700 por mês, o que significa um ganho equivalente a um mês de conta de energia elétrica. " O nosso maior interesse é minimizar o impacto da nossa operação. A estrutura do aerogerador custou R$ 30 mil e tem capacidade de produzir cerca de 10% a 15% da energia total consumida pela agência. Com isso poderemos conseguir uma economia de R$ 700 a R$ 1 mil na nossa conta de luz, que custa em média R$ 3.500", pontuou Alex Sandro Melo.

A agência também está equipada com coleta seletiva de lixo. "Todas as nossas agências já adotam essa política. Em cada localidade fazemos parceria com cooperativas de catadores e enviamos o material para reciclagem. É também uma forma de abrirmos os olhos dos nossos funcionários e dos nossos clientes para essa responsabilidade social", ressaltou Cláudia Malschitzky, superintendente executiva de sustentabilidade.

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