Tasso Marcelo|Estadão
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Primos de Benjamin Steinbruch entram na Justiça para pedir a venda de CSN e Vicunha

A ação imposta pelos primos do presidente da siderúrgica CSN propõe a venda das empresas da família para a divisão dos negócios ou a dissolução das quatro holdings que controlam os negócios da família

Mônica Scaramuzzo, O Estado de S.Paulo

21 Março 2018 | 15h03
Atualizado 22 Março 2018 | 17h49

Os herdeiros da família Steinbruch, dona da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e Vicunha, estão em meio a um processo judicial que pode comprometer o futuro das empresas do clã. Clarice e Léo Steinbruch, representados pela holding CFL Participações, entraram com uma ação na Justiça nesta quarta-feira, 21, pedindo a venda das companhias da família. O início da disputa societária entre os Steinbruch foi antecipado pelo Estado na edição do dia 31 de janeiro.

O processo está sendo conduzido pelo advogado Ricardo Tepedino, da banca Tepedino, Migliore, Berezowski e Poppa Advogados. Segundo Tepedino, a ação imposta pelos primos do empresário Benjamin Steinbruch, presidente da siderúrgica CSN, propõe a venda das empresas da família para a divisão dos negócios ou a dissolução das quatro  holdings que controlam os negócios da família, que inclui a CSN,a Vicunha, propriedades rurais e shoppings, além do banco Fibra,  para viabilizar a partilha dos bens.

Os dois ramos da família - representados pela Rio Purus, holding que representa Benjamin, Ricardo e Elizabeth Steinbruch, e pela CFL, que representa Léo e Clarice, primos do presidente da CSN - estão brigados. As duas partes são os maiores acionistas da CSN e Vicunha e se desentenderam no fim do ano passado porque a Rio Purus não reconhecera validade do acordo de acionistas firmado em 1994.  

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O conglomerado, que inclui a CSN e a Vicunha, foi criado nos anos 1960 pelos irmãos Mendel (pai de Benjamin, Ricardo e Elisabeth), que faleceu em 1993, e Eliezer (pai de Clarice e Léo). Os Steinbruch foram sócios do empresário Jacks Rabinovich, que se desfez de sua participação em 2005.

Os desentendimentos entre os atuais herdeiros dos Steinbruch ganharam força com a morte de Eliezer, em 2008. O acordo de acionistas da família Steinbruch foi firmado em 1994, após a morte de Mendel. Mesmo com fatias societárias diferentes, os herdeiros da família Steinbruch teriam o mesmo peso nas decisões dos negócios. Mas, segundo fontes, Benjamin costuma centralizar as principais decisões da companhia. 

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Nos últimos anos, os primos tentaram dar início a um processo de desmembramento das empresas. Os filhos de Eliezer, segundo fontes, estariam dispostos a sair dos negócios, mas há impasse sobre quanto valeria hoje sua participação. 

Procurados, o escritório Mattos Filho, que representanta a Rio Purus, não comentou o assunto. 

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