Prioridade do governo é consolidação fiscal, diz Mantega

Segundo ministro, reversão das medidas de estímulo lançadas durante a crise e corte do Orçamento de R$ 50 bi devem ajudar BC a reduzir Selic no 'momento adequado'

Eduardo Rodrigues e Célia Froufe, da Agência Estado,

26 de abril de 2011 | 11h36

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta terça-feira, 26, que o primeiro ajuste a ser feito pelo governo é de consolidação fiscal, com a retirada por completo dos estímulos concedidos durante a crise e o corte de R$ 50 bilhões nos gastos públicos. "Estamos cortando o gasto público para reduzir a demanda nacional, que está aquecida, e para reconstruir situação fiscal anterior a 2008", completou.

Mantega ressaltou que o ajuste fiscal também permitirá ao Banco Central reduzir a Selic no momento oportuno. "A redução de gastos de custeio vai permitir a expansão dos investimentos e abre caminho para redução dos juros básicos da economia. Claro que isso não acontecerá enquanto a inflação estiver aumentando, não estou falando da próxima reunião do Copom. Mas quando for o momento adequado, o BC poderá atuar com juros mais baixos", concluiu.

Crise

Para Mantega, os países em desenvolvimento já superaram a crise e capitanearão o crescimento da economia global em 2011 e nos próximos anos. Durante abertura da reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, ele fez uma análise das perspectivas da economia brasileira e mundial.

"Os países em desenvolvimento estão gerando empregos, com contas fiscais mais equilibradas. Esse países, podemos dizer, já superaram a crise", afirmou o ministro.

Mantega apresentou um mapa com uma divisão ente os países que devem crescer menos de 2% em 2011, como a região da União Europeia e o Japão, países com expansão entre 2% e 4%, como Estados Unidos e Canadá, e por fim o países com crescimento acima dos 4%, como o Brasil e boa parte da América Latina e da Ásia.

"A boa noticia é que Brasil está entre os países que terão maior crescimento em 2011 e nos próximos anos. O Brasil foi um dos primeiros países a superar crise, mas temos que fazer ajustes para que o País supere alguns problemas nacionais e internacionais que aparecem este ano", afirmou Mantega.

(Texto atualizado às 12h01)

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