Private equity tem participação tímida em fusões no 1º semestre, diz Anbima

Para Associação, os private equities têm participado de operações menores, entre R$ 50 milhões e R$ 500 milhões

Altamiro Silva Júnior, da Agência Estado,

18 de agosto de 2010 | 15h27

Os fundos de private equity, especializados em comprar participação em empresas, tiveram presença tímida nas fusões e aquisições anunciadas no primeiro semestre, especialmente nos negócios de maior porte. Nas dez maiores operações divulgadas no período, nenhuma contou com a participação desses fundos, segundo levantamento da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima).

Para o coordenador do subcomitê de fusões e aquisições da Anbima, Bruno Amaral, os private equities têm participado de operações menores, entre R$ 50 milhões e R$ 500 milhões. A expectativa é que cresça a participação desses fundos nos próximos negócios, pois eles estão capitalizados e prontos para investir.

Muitas empresas estão captando no mercado para fazer aquisições. No primeiro semestre, 18,9% (R$ 2,1 bilhões) dos recursos captados pelas empresas com emissões de ações no mercado de capitais brasileiro foram destinados a aquisição de participação acionária. No mesmo período do ano passado, esse porcentual era de 9,6%.

Muitas empresas têm comprado participação em companhias estrangeiras. Nos primeiros seis meses do ano foram 18 negócios anunciados, que movimentaram R$ 39,5 bilhões. Desse total, 77,1% são de empresas europeias, 20,5% dos Estados Unidos e 2,4% da América Latina. "Foi o movimento de empresas do Brasil que levou as fusões e aquisições a baterem recorde no primeiro semestre", destaca Amaral.

As aquisições de empresas estrangeiras por brasileiras foram em menor número. Somaram 12 no período, com volume de R$ 16,8 bilhões. A companhias europeias foram as maiores compradoras, com 63,6% do total, seguido por Ásia (35,8%) e EUA (0,6%).

A maior operação do período foi a joint venture entre a Shell e a Cosan, que movimentou R$ 11,6 bilhões. Em segundo lugar aparece a venda dos ativos de alumínio da Vale para a Norsk Hydro, por R$ 8,5 bilhões. Outra operação da Vale, a aquisição de ativos de fertilizantes da Bunge por R$ 7 bilhões, aparece em terceiro lugar. 

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