Fabio Motta/Estadão
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Privatização da Eletrobrás deve ir ao Congresso no início de fevereiro, diz MME

Fernando Coelho Filho, titular da pasta de Minas e Energia, afirmou que o projeto de lei vai tratar de todas as questões que dizem respeito à venda da estatal, como o plano de revitalização do rio São Francisco e a criação de uma golden share

Anne Warth, O Estado de S.Paulo

10 de janeiro de 2018 | 17h59

BRASÍLIA - O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, disse nesta quarta-feira, 10, que o projeto de lei sobre a privatização da Eletrobrás deve ser enviado ao Congresso alguns dias antes do fim do recesso parlamentar, no início de fevereiro.

Segundo ele, a proposta já está pronta e está nas mãos da Casa Civil, órgão do governo responsável pelas análises finais da proposta.

"A Casa Civil verá o melhor timing com a liderança do governo para o envio, mas, de qualquer forma, achamos que é melhor deixar para enviar o projeto mais próximo do reinício do ano legislativo", disse o ministro.

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Coelho Filho afirmou que o projeto de lei vai tratar de todas as questões que dizem respeito à privatização da Eletrobrás, como o plano de revitalização do rio São Francisco e a criação de uma golden share, que dará ao governo poder de veto em alguns temas relacionados à companhia.

Sobre a golden share, ele garantiu que o assunto já foi acertado com os ministérios do Planejamento e da Fazenda. Inicialmente, o Ministério da Fazenda se colocava contra o mecanismo.

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Sobre a Medida Provisória (MP) 814, publicada no fim de 2017, Coelho Filho disse que ela diz respeito a questões das distribuidoras da Eletrobrás.

"A única coisa da MP 814 que trata da Eletrobras é a alteração de uma lei que coloca a companhia no Plano Nacional de desestatização (PND), para que a empresa tenha condições de contratar estudos necessários para a privatização em tempo hábil", afirmou.

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O ministro reiterou que o acordo firmado com o Congresso, para que a privatização fosse tratada via projeto de lei, não foi quebrado. Nos últimos dias, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) disse que não iria pautar a MP 814 para votação porque considerava que o acordo havia sido descumprido pelo governo.

"Inicialmente pensamos em fazer tudo via medida provisória, pois ela passaria a valer imediatamente, mas atendendo às ponderações de Maia e Eunício (Oliveira, senador pelo PMDB-CE e presidente da Casa), concordamos que era melhor que o assunto fosse tratado via PL", explicou.

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De acordo com ele, todos os assuntos que dizem respeito à holding como privatização, capitalização, emissão de ações, descotização, golden share e revitalização do São Francisco serão tratados pelo projeto de lei.

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