Problemas da Europa estão ‘longe de serem resolvidos’, diz Banco Mundial

Segundo Robert Zoellick, líderes da região estão muito concentrados  em realizar reformas fiscais nos países em dificuldade, mas deveriam ampliar seu foco

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

16 de dezembro de 2011 | 17h46

WASHINGTON - O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, disse que os problemas financeiros da Europa estão "longe de serem resolvidos" e afirmou que o protecionismo e o foco apenas em medidas de austeridade fiscal podem minar os esforços para conter a crise.

Durante um evento em Washington, Zoellick disse que não há algo mágico que possa diminuir a falta de confiança nas dívidas europeias ou resolver a crise bancária da região. Ele demonstrou receios com as pressões políticas domésticas nos países da Europa, que estariam fomentando o populismo e o protecionismo e reduzindo a agilidade das autoridades para responder ao cenário atual. "Tudo isso coloca lenha na fogueira", avaliou.

Os líderes europeus estão concentrados em forçar a austeridade fiscal em países como a Itália e a Grécia, mas Zoellick disse que o foco precisa ser ampliado. As medidas de consolidação fiscal precisam vir em conjunto com esforços para fortalecer a união fiscal da zona do euro e aliadas a programas que garantam uma perspectiva de crescimento para os países do bloco monetário com economias mais frágeis.

Segundo Zoellick, insistir em austeridade fiscal sem abordar o crescimento e a competitividade é perigoso. "Muitas dessas coisas são muito mais difíceis de fazer se não temos um ambiente de crescimento", acrescentou.

As informações são da Dow Jones.

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