Problemas da Oi não se limitam à governança corporativa, diz ‘FT‘

Grupo de telecomunicações tentará novamente simplificar sua estrutura, após três tentativas frustradas, inclusive por problemas com minoritários

Daniela Milanese, da Agência Estado,

26 de maio de 2011 | 10h12

Os problemas da Oi não se restringem apenas a questões de governança corporativa, afirma o Financial Times, ao comentar a reestruturação societária anunciada nesta semana pela empresa.

O grupo de telecomunicações tentará novamente simplificar sua estrutura, após três tentativas frustradas, inclusive por problemas com minoritários. O objetivo da operação é reorganizar as três companhias abertas e sete diferentes classes de ações em apenas uma empresa com dois tipos de papéis na bolsa.

"Investidores comuns mal conseguiam saber onde o caixa estava sendo gerado ou para onde ele estava indo; era totalmente impossível decidir qual classe de ação comprar", diz a prestigiada coluna Lex do Financial Times.

Para o FT, o plano parece mais favorável aos minoritários do que as tentativas anteriores de reestruturação do grupo - as ações das companhias subiram entre 7% e 10% após o anúncio da operação.

Na avaliação do jornal britânico, além da questão da governança corporativa, a Oi enfrenta outros problemas. As receitas e o Ebitda estão caindo. Assim como outras do setor, a empresa investe menos em telefonia fixa e os consumidores brasileiros migram para os serviços mais baratos dos celulares.

"Vai levar tempo para reverter o mal-estar da Oi, junto com alguma ajuda dos reguladores e investimentos significativamente maiores", diz o FT.

Conforme o jornal, a sócia Portugal Telecom, que comprou fatia da Oi após sair da Vivo, terá de manter o entusiasmo com o novo negócio por muitos anos. 

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