Procuradoria do Equador pede fim de acordo com Petrobras

O Ministério Público do Equadorrecomendou na terça-feira que o governo encerre seu acordo coma Petrobras, devido a uma disputa contratual sobre o principalcampo de petróleo da estatal brasileira em solo equatoriano,disse um porta-voz. A medida pode prejudicar as negociações com a Petrobraspara rever as condições de operação no quinto maior produtor depetróleo da América do Sul. O presidente Rafael Correa, um ex-ministro da Economia deesquerda, adotou uma posição agressiva para rever os acordos emsetores importantes, do petróleo à mineração, em uma tentativade elevar a participação do governo nos ganhos dessas empresas.Ele afirma que os acordos atuais são injustos. A Petrobras, que extrai cerca de 35 mil barris de petróleopor dia no Equador e é um dos maiores investidores estrangeirosdo país, negou que faça algo de errado. Um porta-voz daPetrobras negou-se a comentar o assunto. Pedro Moreno, porta-voz do escritório do procurador geralXavier Garaicoa, afirmou que a recomendação foi feita devido auma disputa contratual sobre o bloco 18, o principal campo daempresa brasileira no Equador. Fontes do governo e da indústria disseram que o país estáagindo rapidamente para garantir novos acordos com petrolíferasestrangeiras, e que está perto de fechar pelo menos um novocontrato. A recomendação é não fazer uma oferta, mas provavelmentelevará a estatal equatoriana, a Petroecuador, a avaliar seencerra seu contrato com a Petrobras. O ministro do Petróleo, Galo Chiriboga, atuará como o juizfinal no processo se a Petroecuador optar por revogar o acordo. O processo de término do contrato, o que pode levar oEstado a assumir os ativos da empresa, pode levar meses ou atéanos, disseram especialistas e autoridades do governo. Em 2006, o Equador encerrou seu contrato com anorte-americana Occidental Petroleum e tomou seus ativos nopaís, devido a acusações parecidas com as feitas à Petrobras,de que a empresa vendeu parte de um bloco de petróleo sem adevida autorização do governo. (Por Alonso Soto)

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