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Produção da indústria têxtil deve crescer 1,2% em 2022, prevê entidade do setor

Segundo a Abit, após os estimados 11,7% de crescimento em 2021, a perspectiva para este ano é de estabilização; mercado ainda não se recuperou do tombo da chegada da pandemia

Eduardo Laguna, O Estado de S.Paulo

19 de janeiro de 2022 | 16h00

A Abit, entidade que representa a indústria têxtil nacional, apresentou nesta quarta-feira, 19, previsões de forte desaceleração tanto de produção quanto de vendas do setor, que deve continuar operando abaixo dos níveis de antes da pandemia.

Pelos prognósticos, o crescimento da produção deve cair para 1,2% em 2022, depois dos 11,7% estimados no ano passado. Já o avanço das vendas internas deve recuar de 14,5% para 1%. Assim, mesmo somando os dois anos, o setor não deve conseguir se recuperar do tombo de 17% e 22,5% registrado na produção e nas vendas, respectivamente, em 2020, quando a economia sofreu o choque da chegada da pandemia.

As projeções da Abit têm como premissa um quadro de baixo crescimento econômico, dadas as condições financeiras mais restritivas, com consumo prejudicado pela inflação persistente e geração de empregos mais lenta. Somados os fatores, a associação está pessimista quanto à recuperação da renda. “Vamos continuar convivendo com o poder de consumo comprometido, o que aumenta o desafio de conquistar corações, mentes e o bolso do consumidor”, disse o presidente da Abit, Fernando Pimentel.

Segundo a entidade, a previsão é cautelosa por considerar as incertezas de um ano eleitoral e a possibilidade de novas ondas de contágio de covid-19 no País em 2022.

 

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