Produção da Rio Tinto deixa de lado temor de recessão nos EUA

A Rio Tinto divulgou nesta quarta-feiradados de produção para o primeiro trimestre e informou que estácorrendo para atender o aumento da demanda global porcommodities, minimizando os temores de que uma recessão nosEstados Unidos poderia prejudicar o setor de mineração. "Os mercados continuam muito fortes e os preços de muitosde nossos produtos estão em níveis recordes, sustentando nossavisão de que uma redução no ritmo econômico dos EUA terá poucoimpacto no equilíbrio global de oferta e demanda de metais eminerais", disse o presidente-executivo da Rio Tinto, TomAlbanese, a jornalistas, em teleconferência. A Rio, alvo de uma tentativa hostil de aquisição pela BHPBilliton por 145 bilhões de dólares, divulgou queda de 23 porcento na produção de cobre por conta de extração de minérioscom menor concentração do metal, mas obteve um salto de cincovezes na produção de aluimínio. A Rio Tinto comprou a produtorade alumínio Alcan por 38 bilhões de dólares. A produção de minério de ferro de importantes minasaustralianas caiu cerca de seis por cento por causa daincidência de ciclones que afetaram os trabalhos da empresa,mas no geral a produção de ferro cresceu 16 por cento. Analistas disseram que os dados da Rio Tinto apontam paradireções distintas e que os números devem provavelmente não terqualquer impacto na proposta da BHP. "Não há nada no resultado que dê à BHP uma oportunidademelhor, parece simplemente mais ou menos dentro do previsto",disse o analista Peter Chilton, da Constellation Capital. A Rio informou que continua com esforços para persuadircompradores de minério de ferro na Ásia a aceitarem um reajustesuperior ao nível de 65 a 71 por cento acertado por eles com arival Vale mais cedo neste ano. A Rio e BHP argumentam que merecem um aumento maior porqueos custos de frete de suas minas na Austrália para Ásia são umterço menores em relação a cargas despachadas do Brasil.

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