Produção de suco de laranja volta a ser viável com dólar alto, diz CitrusBR

Segundo presidente da associação, produzir com dólar abaixo de R$ 1,70 'é praticamente um suicídio'

Gustavo Porto, da Agência Estado,

21 de setembro de 2011 | 16h21

Com 98% da produção exportada e ainda lastreada em dólar, a indústria brasileira de suco de laranja, a maior do mundo, comemora a recente disparada da moeda norte-americana, mesmo sem ter ainda uma avaliação se a alta persistirá no longo prazo. "Para a laranja a alta é ótima; o dólar acima de R$ 1,70 torna a indústria de suco viável, já que abaixo desse patamar produzir é praticamente um suicídio", disse Christian Lohbauer, presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR).

Segundo ele, ao contrário das altas nas cotações da bebida no mercado internacional, que se refletem nos contratos apenas seis meses depois, a valorização do dólar tem reflexo imediato para a indústria. "O impacto é agora, já que os pagamentos são feitos sem intervalo", disse. Lohbauer disse não ver um motivo para a forte alta do dólar nem sabe se a valorização continuará. "Ainda tento entender o real motivo dessa alta", concluiu.

Já para os produtores de laranja, a alta no dólar é praticamente inócua. Com a desvalorização da moeda nos últimos anos, os contratos em dólar desapareceram do mercado e foram substituídos pelos feitos em Real. O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, com uma receita anual de US$ 2 bilhões com a venda da bebida para o mercado externo.

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