Produção e exportação das grandes montadoras japonesas caem

Toyota, Honda e Nissan temem queda maior com o fim dos programas de incentivo à venda do governo japonês

Marcílio Souza, da Agência Estado,

28 de agosto de 2009 | 10h31

A produção das três maiores montadoras japonesas - Toyota, Honda e Nissan - caiu em julho na comparação com igual mês do ano passado, embora as quedas tenham sido menos acentuadas que as registradas em junho. Há, no entanto, o risco de que a demanda volte a piorar quando acabarem os programas de incentivo do governo para a venda de automóveis.

 

A Toyota, maior fabricante de carros do mundo em volume de vendas, apresentou queda de 29,5% de sua produção no Japão em julho na comparação com igual mês do ano passado. Ainda assim, o declínio foi menor que o de 31,2% registrado em junho, em parte por causa da demanda maior pelo híbrido Prius, que foi redesenhado.

 

As exportações da Toyota caíram 39,3% em julho ante julho de 2008, as vendas domésticas diminuíram 2,8% e a produção no estrangeiro recuou 10,1%. A montadora tem feito esforços para reduzir o excesso de capacidade. Mais cedo, a empresa informou que vai paralisar a produção na fábrica que possui em conjunto com a General Motors na Califórnia em março do ano que vem. Na quarta-feira, o grupo disse que pretende interromper uma linha de produção no Japão por mais de um ano a partir do primeiro semestre de 2010. A Toyota também estuda suspender uma de suas duas linhas de produção numa fábrica no Reino Unido.

 

A Honda, segunda maior do país, disse que sua produção doméstica caiu 29,3% em julho, também menos que o recuo de 43% registrado em junho. As exportações despencaram 64,6%, mas as vendas domésticas aumentaram 6,3%. A produção no estrangeiro cedeu 21,9%.

 

A Nissan registrou queda de 28,3% de sua produção doméstica em julho ante julho do ano passado. As exportações caíram 50%, as vendas domésticas cederam 1,8% e a produção no estrangeiro diminuiu 7,4%. As informações são da Dow Jones.

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