Produção industrial cresce em 18 de 27 atividades no ano

Entre as atividades, veículos automotores, com acréscimo de 7,2%, manteve a liderança em termos de contribuição positiva sobre o índice geral

Daniela Amorim, da Agência Estado,

31 de maio de 2011 | 10h08

Apesar do recuo de 2,1% em abril ante março, a produção industrial brasileira acumula alta de 1,6% no ano, com 18 dos 27 ramos industriais e todas as categorias de uso apontando expansão na produção, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre as atividades, veículos automotores, com acréscimo de 7,2%, manteve a liderança em termos de contribuição positiva sobre o índice geral, impulsionado pelos resultados positivos da maior parte dos produtos pesquisados no setor (aproximadamente 83%).

Outros destaques foram a indústria farmacêutica (8,1%), outros equipamentos de transporte (12,4%), equipamentos de instrumentação médico-hospitalares, ópticos e outros (22,8%), minerais não metálicos (4,4%), indústrias extrativas (2,8%), refino de petróleo e produção de álcool (2,4%) e máquinas e equipamentos (1,9%).

Em termos de produtos, tiveram destaque nessas atividades: caminhões, veículos para transporte de mercadorias, caminhão-trator e automóveis; medicamentos; aviões e motocicletas; relógios; ladrilhos e placas de cerâmica e cimentos "portland"; minérios de ferro; gasolina e óleo diesel; e aparelhos carregadoras-transportadoras e motoniveladores.

Por outro lado, os ramos de produtos têxteis (-11,6%), outros produtos químicos (-3,9%), alimentos (-1,4%) e bebidas (-3,0%) exerceram as principais pressões negativas sobre a média global da produção industrial, influenciados em grande parte pelos itens roupas de banho e tecidos de algodão; herbicidas para uso na agricultura; açúcar cristal e sucos concentrados de laranja; e preparações em xarope e em pó para elaboração de bebidas.

Entre as categorias de uso, ainda no índice acumulado do primeiro quadrimestre do ano, o segmento de bens de capital (6,2%) teve a taxa mais elevada, seguido por bens de consumo duráveis (2,3%), ambos com expansão acima da média nacional (1,6%). O setor de bens intermediários apontou crescimento de 1,1% nos quatro primeiros meses de 2011, enquanto bens de consumo semi e não duráveis assinalou ligeira variação positiva (0,1%). 

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