Produção industrial deve crescer de 0,7% a 1% no 1º trimestre, diz Coutinho

O BNDES projeta crescimento na indústria de 0,5% a 1,0% em março 

Daniela Amorim e Vinicius Neder, da Agência Estado,

15 de abril de 2013 | 12h12

RIO - A produção industrial deverá crescer de 0,7% a 1,0% no primeiro trimestre ante igual período de 2012, segundo projeções do BNDES. Segundo o presidente da instituição de fomento, Luciano Coutinho, a projeção indica recuperação do investimento industrial, inclusive entre pequenas indústrias. "A produção industrial teve crescimento muito forte em janeiro, queda em fevereiro e muito provavelmente um número bastante razoável em março", afirmou Coutinho há pouco, em entrevista coletiva que ocorre neste momento na sede do BNDES, no Rio. O BNDES projeta crescimento na indústria de 0,5% a 1,0% em março, informou Coutinho.

Segundo ele, os dados de crédito para bens de capital mostram ainda que há investimentos na pequena indústria. "Os números mostram que a comercialização de máquinas e equipamentos, através da linha PSI Finame, da qual dois terços vão para pequenas empresas, revelam recuperação dos investimentos na base da indústria e da economia. É uma tendência muito saudável para a economia. A base das pequenas empresas precisa elevar o nível de automação", afirmou Coutinho.

Cenário externo

O cenário externo melhorou no primeiro trimestre, favorecendo a economia brasileira, apesar de o crescimento do PIB da China ter sido menor do que o esperado nos três primeiros meses do ano, avaliou Coutinho. Para ele, apesar do dado "aquém", a economia chinesa sustentará seu crescimento, enquanto os Estados Unidos demonstram sinais de recuperação e a Europa segue com crescimento zero.

"Será um ano menos ruim do que em 2012", afirmou, em entrevista coletiva na sede do banco, no Rio. Coutinho destacou também a ação do Banco do Japão (BoJ). "Isso tende a derrubar ainda mais as taxas de juros. É o Japão se juntando à expansão monetária praticada pelos Estados Unidos e Europa. Isso aumenta a liquidez para o mercado nacional e é preciso se preparar", completou.

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