Produção industrial fica praticamente estável em novembro, diz CNI

Nível calculado pela Confederação fechou o mês passado em 50,1, ante 48,8 em outubro

Eduardo Cucolo, da Agência Estado,

16 de dezembro de 2011 | 14h54

BRASÍLIA - A produção industrial ficou praticamente estável em novembro, após dois meses consecutivos de queda, segundo Sondagem Industrial divulgada há pouco pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Os dados mostram que a produção em novembro ficou em 50,1 pontos, ante 48,8 pontos registrados em outubro. Conforme a metodologia da pesquisa da CNI, esse indicador - que varia de 0 a 100 - mostra produção em queda ao ficar abaixo dos 50 pontos e estável ao atingir este nível.

O porcentual médio de Utilização da Capacidade Instalada (UCI) caiu de 76% no mês anterior para 75% em novembro.

A Sondagem traz ainda os dados relativos à UCI efetiva em relação ao usual para o período, que se aproximou da linha de 50 pontos. Segundo a Sondagem, a UCI efetiva em relação à usual subiu de 43,9 pontos em outubro para 45,2 pontos em novembro. Nesse indicador, valores acima de 50 pontos também mostram evolução positiva, estoques acima do planejado ou UCI acima do usual. Ficando abaixo de 50, a UCI representa problemas para a indústria.

O índice de estoques efetivos em relação ao planejado atingiu 52,8 pontos em novembro, ante 53,4 pontos em outubro.

"Os indicadores de novembro mostram um quadro menos negativo para a indústria do que em outubro. A atividade segue desaquecida, mas a indústria conseguiu reduzir, ao menos em parte, o acúmulo de estoques indesejados, sem que fosse necessário reduzir sua produção", diz a CNI em nota.

Expectativas

A Sondagem Industrial também mede o grau de expectativas do setor. O índice de demanda caiu de 53,3% para 52,4% na mesma comparação.

Encontram-se abaixo da linha divisória dos 50 pontos os índices de expectativa de compras de matérias-primas (49,9), números de empregados (48,1) e quantidade exportada (48,5).

A Sondagem da Indústria foi realizada entre os dias 1º e 14 de dezembro, com 1.717 empresas, das quais 932 são pequenas, 538 são de médio porte e 247 são grandes.

Confiança

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) recuou 0,5 ponto porcentual em dezembro, para 54,8 pontos, segundo o levantamento. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, no entanto, o indicador caiu 6,7 pontos.O ICEI varia de 0 a 100. Valores acima de 50 indicam empresários confiantes.

O indicador caiu 1,5 ponto para as grandes empresas (para 54,2 pontos), mas aumentou 0,3 ponto para as médias (54,5) e 0,2 ponto para as pequenas (56,0). "Há uma constante piora no cenário externo e, como as grandes empresas são mais dependentes das exportações, elas sentem mais os efeitos", diz o economista da CNI Marcelo de Ávila.

Em relação às condições atuais da economia brasileira e da empresa, o indicador caiu de 47,5 pontos em novembro para 47,3 pontos em dezembro, o que mostra mais pessimismo. Também houve redução no otimismo em relação ao futuro da economia do país e da empresa: o indicador de expectativas passou de 59,1 pontos no mês passado para 58,6 pontos em dezembro.

Construção civil

A atividade da construção civil no País caiu em novembro, registrando 49,3 pontos, de acordo com sondagem divulgada há pouco pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Pelo quarto mês consecutivo, o nível de atividade no setor ficou abaixo do usual, com 47,2 pontos. Também houve retração do emprego no setor, cujo indicador ficou em 49,2 pontos no mês passado.

Os indicadores da sondagem variam de zero a cem pontos. Os valores acima de 50 indicam aumento da atividade, atividade acima do usual e expectativa positiva.

Apesar da queda, os empresários se mostraram mais otimistas para os próximos seis meses em dezembro, com alta em todos os indicadores de expectativa em comparação com novembro. Essa melhora no otimismo se deu, principalmente, entre as grandes empresas. "Os empresários estão com expectativas de que vários projetos de obras governamentais serão retomados no próximo ano", afirma em nota o economista da CNI Danilo Garcia.

As expectativas sobre novos empreendimentos e serviços aumentaram de 57,2 pontos em novembro para 59 pontos neste mês. O indicador de compras de insumos e matérias-primas passou de 55,5 pontos para 57,8 pontos no período. O indicador de número de empregados passou de 56 pontos para 57,5 pontos, sinalizando que o setor espera contratar mais trabalhadores nos próximos meses

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