Produção industrial sobe 1,8% em abril, apura IBGE

Até maio, a produção da indústria acumula alta de 1,6% no ano e queda de 1,1% em 12 meses

Fernanda Nunes, da Agência Estado,

04 de junho de 2013 | 09h17

RIO - A produção industrial aumentou 1,8% em abril, ante março, na série com ajuste sazonal, divulgou há pouco o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio acima do teto das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que iam de alta de 0,40% a 1,70%, com mediana de 1,00%.

Em relação a abril de 2012, a produção subiu 8,4%. Nesta comparação, as estimativas variavam de 5,9% a 8,7%, com mediana de 7,00%.

Até maio, a produção da indústria acumula alta de 1,6% no ano e queda de 1,1% em 12 meses. Os técnicos do IBGE concedem entrevista coletiva em instantes para comentar os resultados.

Bens de capital

A produção industrial de bens de capital subiu 3,2% na passagem de março para abril. Em comparação com abril do ano passado, a alta foi de 24,4%. Já a categoria de bens de consumo avançou 1,8% ante o mês anterior e subiu 7,5% na comparação com abril de 2012.

Entre os bens de consumo, os duráveis avançaram 1,1% de março para abril e 14,9% em relação a igual mês do ano passado. Os semiduráveis e não duráveis subiram 0,9% na passagem de março para abril e subiram 5,2% ante abril de 2012. Os bens intermediários avançaram 0,4% de março para abril e subiram 5,0% ante igual mês do ano passado. O IBGE informou ainda que a média móvel trimestral da produção industrial de abril foi de 0,1%.

O IBGE revisou o resultado da produção industrial em março, em comparação com fevereiro, de 0,7% para 0,8%. Em comparação com março de 2012, a taxa passou de -3,3% para -3,6%.

Bens duráveis

O crescimento da categoria de bens duráveis, de 1,1% de março para abril, foi influenciado, sobretudo, pela produção de eletrodomésticos. Neste caso, foram destaques os fornos microondas e as motocicletas.

Já na categoria de bens intermediários, a alta mais tímida do que as das demais categorias, de 0,4%, foi motivada por paradas programadas em algumas indústrias, como a de papel e celulose e petróleo e gás.

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