Produção mundial de açúcar deve cair 5% para 141,1 mi/t em 03/04

São Paulo, 20 - A produção global de açúcar deverá cair quase 5% para 141,1 milhão de toneladas no ano-safra 2003/2004 devido à redução na colheita da Índia e da China, informou hoje a Organização para Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO, na sigla em inglês). A produção deve ficar abaixo do consumo estimado neste ano, que deve crescer quase 3% para 143,1 milhão de toneladas. Conseqüência disso é que os preços subiram mais de 30% entre janeiro e agosto deste ano, chegando a 7,8 cents/libra-peso em agosto. "Os altos preços devem prevalecer em 2004/2005, refletindo o contínuo crescimento do consumo mundial de açúcar", projeta o relatório da FAO. A produção da Índia deve cair cerca de 51% em 2003/2004 para 13,8 milhões de toneladas, por causa da forte seca que atingiu as lavouras de cana-de-açúcar nas regiões de Maharashtra, Karnataka e Gujarat. Na China, é esperado um declínio de 9% para 10,2 milhões de t devido ao clima adverso e a ausência de investimentos causado pela queda nos preços da beterraba. A FAO revisou sua estimativa para a produção brasileira de açúcar para 27 milhões de t em 2003/04, um aumento de 15% sobre a previsão de safra anterior devido ao clima favorável e o aumento da capacidade de processamento. O aumento dos preços de combustíveis e aumento das vendas de carros do tipo "flex-fuel" deverá aumentar a demanda por etanol no País e, conseqüentemente, diminuir a quantidade de açúcar disponível para exportação neste ano, informa o relatório. Já o aumento no consumo global será liderado principalmente por países em desenvolvimento. O consumo na China deve atingir 11 milhões de toneladas em 2004, com a queda nos preços domésticos. A Índia deve permanecer como maior consumidor de açúcar em 2004, com cerca de 21 milhões de t. Apesar da queda na produção, que impulsiona os preços, há estoque suficiente para atender as necessidades do mercado, segundo a FAO. Por isso, a menos que ocorra um choque nos estoques mundiais, o preços da commodity devem se estabilizar nos próximos meses, diz o relatório. As informações são da Dow Jones.

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