Produtores de algodão reivindicam medidas para garantir preço mínimo

Brasília, 26 - O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Jorge Maeda, disse há pouco que a entidade está orientando os agricultores para que refaçam seus cálculos e avaliem melhor o plantio da safra 2004/05. "Os mercados são declinantes e a situação para a comercialização não será tão promissora", afirmou Jorge Maeda, no intervalo da reunião realizada neste momento na Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Representantes da cadeia produtiva do algodão estão reunidos com o secretário de Política Agrícola do Ministério de Agricultura Ivan Wedekin. Maeda defendeu que o governo intensifique a adoção de medidas de apoio à comercialização e lembrou que o Ministério da Agricultura tem se articulado para elevar o orçamento da pasta no item de comercialização para o próximo ano. Os produtores de algodão reivindicaram durante o encontro medidas urgentes que assegurem o preço mínimo de garantia de R$ 44,60 por arroba de algodão em pluma, valor líquido ao produtor. Em algumas regiões do País, disse Maeda, os produtores têm recebido R$ 5/arroba abaixo do mínimo. "O governo precisa garantir a comercialização de 250 mil toneladas remanescente da safra 003/04. Em relação aos custos de produção, ele disse que o produtor tem gastado em média 0,48 dólar por libra-peso para produzir algodão, mas que os compradores não tem pago mais que US$ 0,43 por libra peso. O preço mínimo de garantia equivale, ao câmbio de hoje, a US$ 0,47 por libra peso O governo se comprometeu a analisar o quadro da produção de algodão e dar uma resposta aos produtores.

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