Produtores do RS devem aumentar área de trigo em 20%

Segundo presidente da Fecoagro, maior estímulo é o preço do produto, que chega a R$ 750,00 a tonelada

Wálmaro Paz, da Agência Estado,

24 de abril de 2008 | 14h14

O trigo deverá ter um acréscimo de 20% em sua área plantada atingindo 1 milhão de hectares este ano. A informação é do presidente da Federação das Cooperativas Agrícolas do Rio Grande do Sul (Fecoagro), Rui Polidoro, que espera uma safra de 2 milhões de toneladas. "O maior estímulo aos produtores é o preço atual do produto que já atinge a R$ 750,00 a tonelada" afirmou Polidoro, ressaltando que o custo de produção é de R$ 600,00 a tonelada do produto. Conforme o agrônomo da Fecoagro Ricardo Núncio, os analistas garantem que os preços continuarão estáveis até o final da safra, e a lavoura de inverno no Estado funciona mais como preparação das terras para o plantio de verão (soja) baixando o custo com a menor utilização de herbicidas e fertilizantes. Para Núncio, os produtores estão estimulados mesmo com o aumento dos fertilizantes, que foi de 118% nos últimos 12 meses e representa 25% do custo da produtividade na lavoura.  A produção brasileira de trigo na última safra foi de 4 milhões de toneladas e o consumo do cereal é de 11 milhões, O Rio Grande do Sul produziu 1,6 milhão em 850 mil hectares de área plantada. Núncio explicou que o trigo gaúcho é "duro", isto é, de qualidade especial para fabricação de massas e biscoitos. O excedente da produção é vendido para os Estados do Nordeste. Os produtores gaúchos estão pedindo ao governo a redução dos custos dos fretes da marinha mercante que é oito% maior do que o preço dos navios de bandeiras internacionais para facilitar a venda do produto para aqueles estados. Um temor dos agricultores, revelou Polidoro é de que os argentinos liberem as exportações e os preços voltem a cair abaixo do custo, pois o peço mínimo garantido pelo governo é de R$480,00 a toneladas. Ele disse ainda que uma forma de garantir isso é o governo flexibilizar os mecanismos de comercialização PEP, PROP, AGF, EGF e LEC este último uma linha especial de crédito para a indústria.

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