Produtores rurais anunciam greve de quatro dias na Argentina

Fazendeiros reclamam da carga tributária e das políticas voltadas para proteger os consumidores locais

Gerson Freitas Jr., da Agência Estado,

19 de fevereiro de 2009 | 17h00

Líderes dos quatro principais grupos ruralistas argentinos acabam de anunciar uma suspensão nas vendas de produtos agrícolas até terça-feira, quando se encontrarão com a ministra da Produção, Debora Giorgi. Com a reunião, que propôs pouco antes do anúncio dos ruralistas, o governo esperava acalmar os ânimos e evitar o locaute iminente.

 

No entanto, a oferta chegou tarde demais. "Sim, nós aceitamos nos reunir na terça-feira, mas nos mantemos no direito de protestar", disse Eduardo Buzzi, líder da Federação Agrária Argentina.

 

O presidente da Confederação Rural, Mario Llambias, disse que os fazendeiros concordaram em não comercializar vários grãos e carnes, a partir de amanhã, até o encontro de terça-feira. Os fazendeiros reclamam da carga tributária e das políticas voltadas para proteger os consumidores locais da alta dos preços internacionais.

 

No ano passado, os agricultores promoveram uma série de paralisações e piquetes, durante quatro meses, para protestar contra as taxas de exportação de grãos e os limites sobre os embarques de grãos e carnes. O movimento bloqueou as exportações do país e provocou desabastecimento nas cidades. As informações são da Dow Jones.

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