Programa da Grécia tem de ser revigorado, diz FMI

Vice-diretor do Fundo Monetário Internacional, Poul Thomsen, afirmou que é preciso acelerar os esforços para promover mais reformas estruturais

Danielle Chaves, da Agência Estado,

18 de maio de 2011 | 10h25

LAGONISSI - O programa de reforma da Grécia continua em andamento, afirmou Poul Thomsen, vice-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI). No entanto, a autoridade pediu que o governo grego acelere os esforços para fazer mais reformas estruturais.

Durante uma conferência ao sul de Atenas, Thomsen disse que os esforços da Grécia para cortar seu déficit orçamentário no último ano têm sido "muito, muito impressionantes". A declaração contraria especulações recentes de que o programa de reforma do país estaria ficando fora de curso.

"Deixem-me dizer francamente que o programa atingiu amplamente o que foi estabelecido para o primeiro ano", afirmou Thomsen, que é responsável por supervisionar o programa. "No entanto, o governo deveria revigorar o programa ou ele poderá ficar fora de curso", observou.

Os comentários de Thomsen foram feitos enquanto uma delegação do FMI, do Banco Central Europeu (BCE) e da União Europeia estão em Atenas para analisar a situação da Grécia e avaliar a elegibilidade do país para receber uma quinta parcela do empréstimo emergencial de 110 bilhões de euros oferecido ao governo grego no ano passado.

Em maio do ano passado a Grécia evitou um default com ajuda do socorro internacional, em troca de medidas para reestruturar sua economia e reduzir o déficit orçamentário. Desde então o país cortou o déficit em quase um terço, para 10,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010.

No entanto, revisões recentes sobre os números e uma recessão maior do que a esperada significam que o governo grego terá de tomar medidas de austeridade adicionais no valor de 6 bilhões de euros neste ano. Essas novas medidas deverão ser divulgadas nos próximos dias, junto com os passos que o governo vai dar nos próximos cinco anos para reduzir mais o déficit, abaixo de 1% até 2015. As informações são da Dow Jones.

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