Programa de eficiência da Petrobras melhora resultados

A Petrobras informou em apresentação a analistas e investidores nesta segunda-feira, 29, que a eficiência operacional da Unidade de Operações Bacia de Campos (UO-BC) chegou a 74% em março. Em abril de 2012, quando o Proef, programa de aumento da eficiência operacional, foi implementado, esse indicador estava em 66%.

ANDRÉ MAGNABOSCO, EULINA OLIVEIRA E SILVIA ARAÚJO, Agencia Estado

29 de abril de 2013 | 10h44

A melhora da eficiência operacional da Petrobras foi um dos destaques do balanço do primeiro trimestre de 2013, divulgado sexta-feira, 26, à noite, segundo analistas. Na mesma apresentação, a Petrobras informou que os ganhos provenientes do Proef na unidade de operações do Rio (UO-Rio) foram de 20 mil barris por dia no primeiro trimestre de 2013. A meta para todo o ano é de 26 mil barris diários de óleo e líquido de gás natural (LGN).

Ao todo, o Proef trouxe ganhos de 34 mil barris diários no primeiro trimestre. O resultado compensou em parte a redução de produção causada por paradas programadas nas unidades da Petrobras, no total de 23 mil barris diários, além de finalizações de SPAs e testes de longa duração, no total de 36 mil barris diários, e o declínio natural de produção (usualmente entre 10% e 11% ao ano), com impacto de 11 mil barris diários no trimestre.

Óleo e gás

A produção média de óleo e líquido de gás natural (LGN) da Petrobras na Bacia de Campos ficou em 418 mil barris por dia (bpd) no primeiro trimestre de 2013, muito em função da implementação do Proef. Sem o Proef, a produção média seria de 404 mil barris por dia, uma diferença de 14 mil bpd. Já a eficiência operacional, de 75,7% no primeiro trimestre, teria alcançado apenas 69,8%.

As metas da Petrobras para o acumulado de 2013 são alcançar uma eficiência operacional de 76,4%, alta de 7,4 pontos porcentuais do que seria possível sem a adoção do Proef. Já a produção média deve ficar em 431 mil bpd, alta de 36 mil bpd ao cenário traçado sem o Proef.

"O número não é maior devido às paradas que ainda teremos que fazer nas plataformas", destacou o diretor de Exploração e Produção (E&P), José Miranda Formigli, referindo-se às operações que serão necessárias para adequar as plataformas ao modelo proposto no Proef.

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