Projeção de conta corrente em 2011 sobe de US$ 60 bilhões para US$ 64 bilhões

BC manteve em US$ 11 bi a previsão de superávit comercial, mas subiu para US$ 235 bi a estimativa de exportações e para US$ 224 bi a previsão de importações

Fabio Graner e Fernando Nakagawa, da Agência Estado,

21 de dezembro de 2010 | 11h04

O Banco Central elevou em US$ 4 bilhões a projeção para o déficit em conta corrente em 2011, que passou de US$ 60 bilhões para US$ 64 bilhões. Em porcentagem do PIB, a estimativa passou de 2,77% para 2,85% de déficit. O BC manteve em US$ 11 bilhões a previsão de superávit comercial, mas subiu de US$ 230 bilhões para US$ 235 bilhões a estimativa de exportações e de US$ 219 bilhões para US$ 224 bilhões a previsão de importações.

Para a conta de serviços e rendas o déficit previsto pelo BC em 2011 passou de US$ 75 bilhões para US$ 78 bilhões. A estimativa para a despesa com juros subiu de US$ 9,5 bilhões para US$ 10,6 bilhões e a projeção para remessa de lucros e dividendos recuou de US$ 36 bilhões para US$ 33 bilhões. Já a estimativa para o déficit em viagens internacionais subiu de US$ 11,5 bilhões para US$ 12 bilhões. Os demais itens da conta de serviços e rendas tiveram projeção de déficit elevada de US$ 18 bilhões para US$ 22,4 bilhões.

O BC manteve em US$ 45 bilhões a estimativa para o ingresso de investimentos estrangeiros diretos (IED) em 2011, mas elevou de US$ 36 bilhões para US$ 40 bilhões a expectativa de entrada de investimentos em papéis domésticos e ações. Déficit em dezembro

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, anunciou que a conta de transações correntes deve fechar dezembro de 2010 com déficit de US$ 5,5 bilhões. Se confirmado, o número deve ficar acima do registrado em novembro, quando o rombo das contas externas ficou em US$ 4,696 bilhões.

Apesar de projetar um déficit maior em 2011 - de US$ 64 bilhões, contra US$ 49 bilhões projetados em 2010 - Altamir afirmou que será possível "observar uma acomodação no ritmo de crescimento do déficit" de transações correntes no próximo ano. Confirmados os números, o déficit externo deve crescer 30% de 2010 para 2011. O ritmo é menor se comparada à evolução entre 2009 e 2010, quando o saldo negativo dobrou, passando de US$ 24,3 bilhões no ano passado para US$ 49 bilhões esperados para 2010.

"O número esperado para 2011 reflete menor ritmo de crescimento nas viagens internacionais, no aluguel de equipamentos e remessa de lucros e dividendos. Por isso, há acomodação no ritmo de crescimento do déficit externo", diz Altamir. 

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