Projeto da Tecnisa acelera revitalização da Barra Funda

A revitalização da região da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo, começou a tomar forma com a liberação da prefeitura para o início das obras de infraestrutura no terreno da Tecnisa a da PDG Realty, na Avenida Nicolas Boer, esquina com a Avenida Marquês de São Vicente. O loteamento, onde serão construídas aproximadamente 30 torres (entre prédios de escritórios e residências), foi renomeado de Jardim das Perdizes e está inserido no plano de urbanização da prefeitura previsto para o bairro. O local tem um Valor Geral de Vendas (VGV) estimado em aproximadamente R$ 4 bilhões.

FABIANA HOLTZ, Agencia Estado

25 de agosto de 2011 | 18h35

Desde 2007, quando a área equivalente a 25 quarteirões foi adquirida pela Tecnisa da Telefônica, a empresa discute o projeto com técnicos da prefeitura das mais diversas secretarias: desde Habitação, Infraestrutura Urbana, Transportes e do Verde ao Emurb. Como parte da operação urbana Água Branca, a empresa terá de contar com o recurso da outorga onerosa para viabilizar a construção das torres.

Segundo Fábio Villas Boas, diretor executivo técnico da Tecnisa, a expectativa para conclusão dessa primeira etapa é o final do ano, com as ruas prontas e os terrenos loteados. "Na sequência, entramos na prefeitura com o pedido de Termo de Verificação da Obras (TVO) do loteamento. Essa etapa de registro deve demorar cerca de um ano", explica o executivo. Além das três mil unidades previstas para o local, entre residências e escritórios, o projeto inclui uma praça de 50 mil metros quadrados, que será doada para a prefeitura posteriormente.

Atualmente, a empresa possui três projetos em aprovação na prefeitura para esse terreno: dois residenciais com unidades de 150 a 270 metros quadrados e um comercial. Considerando que entre o lançamento e a entrega das unidades normalmente uma construtora leva de 30 a 32 meses, a expectativa é de que as primeiras unidades sejam entregues por volta de 2015.

Dentro da estrutura de urbanização prevista no projeto, Villas Boas ressalta que todo a parte de cabos será subterrânea. "Todas as concessionárias (TV a cabo, água, energia e gás) estão participando das discussões para evitar quebradeiras futuras tanto nas ruas quanto nos empreendimentos", acrescentou. Na praça além da iluminação mais econômica, com o uso de lâmpadas LED, será oferecida rede Wi-Fi em toda a sua extensão.

Impacto nos preços

Na opinião de João Crestana, presidente do Sindicato de Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Comerciais e Residenciais de São Paulo (Secovi-SP), a partir do projeto os preços na área devem começar a se aproximar do prêmio de bairros vizinhos como Lapa e Pompeia. "O impacto dessa urbanização nos preços do mercado imobiliário é sentido, por natureza, muito antes de sua concretização", aponta o dirigente.

A transformação da região que hoje é tomada por galpões e campos de futebol promete avançar ainda mais com a perspectiva de transformação do local ocupado pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) em um parque municipal. O ponto fica em frente ao Jardim das Perdizes. No longo prazo, esse parque deve ser ampliado com a retomada pela prefeitura dos terrenos adjacentes à CET, que foram concedidos para os treinos dos times do São Paulo e do Palmeiras.

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