Proporção de empregadas domésticas por residência é o dobro no Norte e Nordeste

Em São Paulo, só 9% dos domicílios das classes de consumo A e B empregam trabalhadores domésticos

Cley Scholz, do Economia & Negócios,

22 de abril de 2013 | 08h00

A nova lei que amplia os direitos dos trabalhadores domésticos, igualando-os aos das demais categorias e acabando com a desigualdade no tratamento social dedicado às empregadas, deve afetar apenas 4% da população.

Cerca de 96% da população brasileira não emprega trabalhadores domésticos, segundo informações demográficas do Ibope computadas pelo Estadão Dados, núcleo de jornalismo estatístico do Estadão.

Mesmo entre as famílias das classes A e B - de maior renda - que representam 28% do total da população, o porcentual de famílias que não contratam domésticos é elevado, de 89%.

 

Segundo os dados, 11% das famílias das classes de consumo A e B contratam um trabalhador doméstico e 0,6% empregam dois ou mais. A pesquisa considera empregado quem trabalha cinco vezes ou mais por semana.

Um dado que chama a atenção é que o porcentual das famílias que contratam domésticas é mais que o dobro nas regiões Norte e Nordeste do que no Sul e Sudeste.

Em São Paulo, 91% não empregam domésticas, 9% empregam uma e apenas 0,4% empregam dois ou mais trabalhadores dessa categoria.

Nas regiões Sul e Sudeste os porcentuais são bem parecidos: 91% não contratam e 9% contratam (0,6% contratam duas ou mais).

No Nordeste, 20% contratam um trabalhador doméstico e 1,3% contratam dois ou mais, porcentual muito acima da média das regiões mais ricas.

Nas regiões Norte e Centro-Oeste 81% não empregam e 18% empregam um (0,5% empregam dois ou mais).

Na classe C, 99% não empregam trabalhadores domésticos e apenas 1% contratam um. Nas classes D e E a proporção de famílias que empregam domésticas é zero.

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