Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

Proposta de Neeleman pela TAP indica que BNDES pode entrar no consórcio, diz jornal

A possibilidade de apoio do BNDES foi confirmada pelo secretário de Transportes de Portugal e responsável pelo processo de privatização da aérea

Fernando Nakagawa, correspondente, O Estado de S. Paulo

15 de junho de 2015 | 16h43

LONDRES - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pode se tornar acionista da companhia aérea portuguesa TAP. A informação foi publicada nesta segunda-feira pelo português Jornal de Notícias e pela emissora TVI. Ambos os veículos de comunicação tiveram acesso à proposta vencedora do empresário David Neeleman. A possibilidade de apoio do BNDES foi confirmada pelo secretário de Transportes e responsável pelo processo de privatização da aérea, Sérgio Monteiro.

O BNDES ainda não faz parte oficialmente do consórcio de Neeleman, mas poderia se juntar ao grupo muito em breve. "O BNDES não é ainda formalmente um membro do agrupamento, no entanto, estamos confiantes de que se juntará ao nosso agrupamento dentro de semanas", cita a proposta do consórcio vencedor Gateway mencionada pelo jornal português.

Procurado pelo Broadcast, serviço de informações da Agência Estado, o BNDES não respondeu ao pedido de informação até a publicação dessa nota.

Segundo o Jornal de Notícias, a proposta vencedora cita que "a importância do Brasil para a TAP e da TAP para o Brasil nos levou a estabelecer uma parceria com um dos bancos mais importantes do Brasil". "Essa relação também permite um acesso sem precedentes ao governo brasileiro e estamos extremamente satisfeitos com o elevado nível de apoio, incentivo e orientação que estamos recebendo ao mais alto nível do Estado brasileiro", completa a proposta liderada por Neeleman, citada pelo jornal. Conteúdo semelhante também foi veiculado em reportagem da TVI.

Hoje, o secretário de Transportes, Sérgio Monteiro, não descartou a hipótese de apoio do governo brasileiro ao consórcio de Neeleman, que tem o empresário português Humberto Pedrosa como sócio. "No agrupamento Gateway há uma carta sobre a intenção do BNDES de olhar para a possibilidade de participar na operação, o que é importante, porque é um novo credor ou acionista", disse Monteiro.

A hipótese de apoio do BNDES repercutiu na imprensa portuguesa, já que alguns analistas locais destacam a hipótese de transferência de parte do capital do governo português para o brasileiro. Monteiro explicou, porém, que o controle da TAP será privado e europeu.

"Se o Estado brasileiro diretamente ou através de uma de suas entidades que detém entender participar no capital, tem primeiro de verificar se compra nas regras europeias. Isso quer dizer que o empresário Humberto Pedrosa continuará a liderar o consórcio porque não pode deixar de ter a maioria do capital", disse Monteiro, em entrevista veiculada nesta segunda-feira pela TVI.

O secretário de Transportes observou ainda que a possibilidade de entrada do BNDES no grupo não pesou na escolha dessa proposta como a vencedora. "Intenções de no futuro talvez acontecerem coisas não fizeram parte da análise do governo", disse o secretário.

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