Propostas do mercado devem ser realistas, diz CVM

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) está aberta a receber propostas do mercado para facilitar o acesso de empresas de médio porte à Bolsa, mas espera propostas "sólidas" e "realistas", disse o presidente do órgão regulador, Leonardo Pereira, em evento no Rio.

MARIANA DURÃO, Agencia Estado

27 de novembro de 2012 | 13h44

A decisão da CVM de autorizar na semana passada algumas dispensas para ofertas públicas de ações de até R$ 150 milhões foi uma sinalização de que o órgão regulador está aberto a receber e analisar demandas do mercado para desenvolver o mercado de ações brasileiro. "O regulador tem que estar pronto para responder rapidamente às propostas encaminhadas a ele. Para isso tem que tomar medidas nem sempre agradáveis, mas está pronto para isso", disse Pereira.

A CVM é um dos órgãos de governo que compõem com a Bolsa e agentes de mercado um Comitê Técnico que discute medidas para fomentar o mercado de acesso no País. Mas pode tomar decisões paralelamente, com base em consultas, caso das dispensas para ofertas, que poderão ser realizadas via leilão.

Pereira deu um recado ao mercado ao afirmar que essas propostas, porém, devem ser "sólidas"e "realistas, isto é, passíveis de implementação. "É importante ter metas grandes, como a de ter milhares de empresas listadas, mas também é importante ter metas intermediárias", afirmou.

Segundo Pereira, a visão do regulador é de que o impulso a ofertas menores é um processo irreversível no mercado brasileiro, diante do novo cenário de juros mais baixos e busca de maior rentabilidade pelo investidor.

Ele destacou a capacitação de agentes como conselheiros e diretores de Relações com Investidores das companhias abertas como fundamental de um lado. E, de outro, a educação financeira do investidor para atingir um desenvolvimento sustentável do mercado de capitais brasileiro. "Não vamos conseguir nada sem melhorar a educação da nova classe média brasileira, que traz uma nova realidade. Não adianta flexibilizar se as pessoas não entenderem o que estão vendendo ou comprando", disse.

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