Protesto de caminhoneiros ainda complica tráfego na Dutra

Categoria protesta contra regulamentação que interfere na jornada de trabalho; segundo a concessionária NovaDutra, uma pista está liberada para carros de passeio e outros veículos

Felipe Tau e Ricardo Valota, O Estado de S. Paulo,

31 de julho de 2012 | 08h28

SÃO PAULO - O protesto de caminhoneiros, iniciado na tarde de domingo, continua em vários trechos da Rodovia Presidente Dutra nesta manhã de terça-feira, 31. Há quatro pontos de bloqueios no sentido Rio, na altura das cidades de Barra Mansa, Porto Real, Resende e Silveiras, causando um total de 22 quilômetros de lentidão. No sentido São Paulo, as interdições, parciais, ocorrem na Serra das Araras e em Barra Mansa, gerando fila de 13 km.

Segundo a concessionária NovaDutra, em todos os pontos de bloqueio uma faixa da esquerda está liberada para a passagem de carros de passeio e alguns veículos selecionados pelos manifestantes.

No sentido Rio, os bloqueios ocorrem nos seguintes trechos: Barra Mansa, do km 273 ao km 288; Resende, do km 302 ao 306; Porto Real, do km 290 ao km 291; e em Silveiras, do km 24 ao km 25.

No sentido São Paulo, a interdição na Serra das Araras vão do km 227 ao km 228; em Barra Mansa, os bloqueios vão do km 264 ao km 276.

Regulamentação

A categoria protesta contra os baixos valores dos fretes, a falta de segurança nas estradas, o preço do combustível e dos pedágios, a falta de regulamentação da profissão e uma série de medidas adotadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que, conforme o presidente do MUBC em Minas, José Acácio Carneiro, "acabaram de vez com a categoria". "O trabalhador paga para rodar. É obrigado a aceitar os fretes baixos, senão não tem dinheiro nem para o diesel", afirmou.

Os caminhoneiros afirmam que não têm como parar o veículo e descansar meia hora a cada quatro horas rodadas, uma das novas determinações, porque as rodovias não possuem infraestrutura para isso. Os caminhões, segundo eles, teriam que ficar nos acostamentos, aumentando o risco de acidentes e deixando os condutores mais expostos a assaltos.

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