Protestos de caminhoneiros já elevam valor do frete

De Ponta Grossa a Paranaguá, preço do transporte de soja e milho já subiu de R$ 50 a R$ 52 por tonelada

Leticia Pakulski, da Agência Estado,

02 de julho de 2013 | 17h42

SÃO PAULO - Os protestos de caminhoneiros em vários pontos do País devem encarecer ainda mais o frete para movimentação de soja e milho. Adriano Carneiro dos Santos, da Corretora Trigo Branco, no Paraná, diz que o frete de Ponta Grossa a Paranaguá subiu de R$ 50 a tonelada na semana passada para R$ 52/t nesta terça-feira, 2.

Os comentários, de acordo com ele, são de que para a próxima semana o valor pula para R$ 55/t.

"Tem muito grão acumulado para sair e a movimentação no porto já se sobrepõe aos níveis registrados no ano passado", conta.

Além dos bloqueios, há dificuldade de movimentação nas estradas paranaenses por causa da condição das estradas após duas semanas de chuva. "Com o clima mais seco a partir de hoje no Paraná, a expectativa era de agilizar o escoamento. Aí o vendedor corre para tentar embarcar, mas em alguns casos não tem caminhão, ou ele não chega no local esperado", disse Santos.

Em Minas Gerais, os protestos já reduzem o ritmo de negócios. Segundo Danilo Melo Ribeiro, da ABS Corretora, de Uberlândia, o frete já subiu 8% desde as primeiras manifestações em rodovias.

"Se continuarem essas paralisações, deve subir mais", apontou. "Estou com muitas carretas paradas. O pessoal está evitando fechar negócio, porque não está andando. Além disso, está difícil encontrar caminhões disponíveis por causa do avanço da colheita de milho safrinha em Mato Grosso".

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