Protestos em Moçambique e Vale freia embarques de carvão

A Vale voltou a suspender os embarques de carvão a partir de sua operação em Moatize, em Moçambique, pela segunda vez em menos de um mês, em meio a novos protestos de oleiros, informou a mineradora brasileira.

SERGIO CALDAS, Agencia Estado

13 de maio de 2013 | 15h09

Os oleiros estão desde o domingo, 12, bloqueando com pedras e sucata uma ferrovia que parte da mina da Vale em Moatize, segundo um funcionário da empresa. A Vale embarca entre 10 mil e 12 mil toneladas de carvão diariamente a partir da mina moçambicana.

"A situação é de tranquilidade", disse o funcionário, acrescentando que apenas 20 a 30 oleiros participam do protesto, embora não haja previsão para a retomada dos embarques.

Em 2010, a Vale retirou os oleiros da concessão de Moatize e, até agora, indenizou três grupos deles com o pagamento de cerca de US$ 2 mil por forno. Embora 63 oleiros ainda aguardem o pagamento, é o primeiro grupo indenizado que se queixa de ter recebido um reembolso insignificante da mineradora.

Na última rodada de negociações mediadas pelo governo, na sexta-feira, 10, os oleiros "abandonaram o princípio de combinar as propostas existentes" e fizeram novas exigências, afirmou a Vale em comunicado. Segundo a companhiaa, os oleiros pedem indenização pela produção perdida de até duas gerações de famílias.

"A Vale não considera que a produção de tijolos em Moatize tenha sido paralisada", diz a empresa. "Ela foi simplesmente transferida da área de concessão para outra área de Moatize, onde continua em andamento". Por esse motivo, a Vale diz que não há justificativa para novos pedidos de indenização. As informações são da Dow Jones.

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